sábado, 18 de abril de 2009

BEM-AVENTURANÇAS - Vos perseguirem por causa de mim

. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

01. Interpretação ( O que é?)
Dicionário Aurélio -PERSEGUIR
1. Incomodar, importunar:
2. Fazer punir; castigar:
3. Vexar com violência; atormentar, torturar, flagelar


02. Análise( Por que e para que)
Nesta bem-aventurança Jesus se dirige aos seus discípulos e os encoraja no cumprimento da missão evangelizadora e os previne contra as perseguições de que serão vítimas.
Mostra-lhes também a diferença entre os valores humanos e os valores celestes que serão a razão de suas rejeições pelos doutores e pelos tiranos donos do poder. Ao apontar para a excelência dos bens celestes os cristãos jogam por terra o valor do poder terreno e das riquezas que buscam sempre manter seus privilégios e decisões injustas. Os valores terrenos seduzem muitos e escravizam os homens. Para os filhos de Deus a moeda de maior valor é o AMOR, a bem-querência, a justiça, a fraternidade, a misericórdia; e o PODER é a força e a luz do ESPÍRITO SANTO, que santifica e ilumina nossa vida e nossas ações. Daí a razão de serem os cristãos perseguidos, presos, torturados e mortos.
O pastor Cleómenes de Figueiredo, em seu livro BEM-AVENTURANÇAS Felicidade a Toda PROVA faz as seguintes considerações: “ Nesta Bem-Aventurança vemos a chave de ouro que fecha as qualidades que deve possuir todo seguidor de Cristo. Ele não disse que vamos ter qualidade de “persona non grata”, mas que vivendo as bem-aventuranças vamos naturalmente sofrer perseguições. Porque vocês são humildes, mansos, misericordiosos, justos, puros de coração, pacificadores, vocês serão perseguidos! “
03. Exemplos Bíblico
Mateus 10
Testemunho e perseguição -* 16 «Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. 18 Vocês vão ser levados diante de governadores e reis, por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. 19 Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. 20 Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês.
Lucas 11 --Jesus desmascara os hipócritas -* 37 Enquanto Jesus falava, um fariseu o convidou para jantar em casa. Jesus entrou, e se pôs à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tinha lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: «Vocês, fariseus, limpam o copo e o prato por fora, mas o interior de vocês está cheio de roubo e maldade. 40 Gente sem juízo! Aquele que fez o exterior, não fez também o interior? 41 Antes, dêem em esmola o que vocês possuem, e tudo ficará puro para vocês. 42 Mas, ai de vocês, fariseus, porque vocês pagam o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixam de lado a justiça e o amor de Deus. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43 Ai de vocês, fariseus, porque gostam do lugar de honra nas sinagogas, e de serem cumprimentados em praças públicas. 44 Ai de vocês, porque são como túmulos que não se vêem, e os homens pisam sobre eles sem saber.»
45 Um especialista em leis tomou a palavra, e disse: «Mestre, falando assim insultas também a nós!» 46 Jesus respondeu: «Ai de vocês também, especialistas em leis! Porque vocês impõem sobre os homens cargas insuportáveis, e vocês mesmos não tocam essas cargas nem com um só dedo. 47 Ai de vocês, porque constroem túmulos para os profetas; no entanto, foram os pais de vocês que os mataram. 48 Com isso, vocês são testemunhas e aprovam as obras dos pais de vocês, pois eles mataram os profetas, e vocês constroem os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus disse: ‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos. Eles os matarão e perseguirão, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário’. Sim, eu digo a vocês: pedirão contas disso a esta geração. 52 Ai de vocês, especialistas em leis, porque vocês se apoderaram da chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e impediram os que queriam entrar.»
53 Quando Jesus saiu daí, os doutores da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa em qualquer coisa que saísse de sua boca.

Testemunhar sem medo -* 4 «Pois bem, eu digo a vocês, meus amigos: não tenham medo daqueles que matam o corpo, e depois disso nada mais têm a fazer (...) Quando introduzirem vocês diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiquem preocupados como ou com que vocês se defenderão, ou o que dirão. 12 Pois, nessa hora o Espírito Santo ensinará o que vocês devem dizer.
Jesus e a Lei -* 14 Os fariseus, que são amigos do dinheiro, ouviam tudo isso, e caçoavam de Jesus. 15 Então Jesus disse para eles: «Vocês gostam de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. De fato, o que é importante para os homens, é detestável para Deus. 16 A Lei e os profetas chegaram até João; daí para a frente o Reino de Deus é anunciado, e cada um se esforça para nele entrar, com violência. 17 É mais fácil desaparecer o céu e a terra do que cair da Lei uma só vírgula
Extraído do texto do Núncio Apostólico
na Abertura do
Congresso Internacional: “Pessoa, Cultura da vida e Cultura da morte”
” (Lc. 21, 12). Jesus vê as perseguições como “ocasião de testemunho” e pede “perseverança”. Descreve as perseguições com traços fortes, duros, incríveis: “Sereis traídos até por vosso pai e mãe, irmãos, parentes, amigos, e farão morrer pessoas do vosso meio e sereis odiados de todos por causa do meu nome” (Lc. 21, 16-17), porém dá sentido ao sofrimento humano físico, moral e espiritual, e com isso alude ao seu próprio sofrimento na paixão e na cruz, do qual participa o discípulo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt. 16, 24). O seguimento de Cristo, de fato, comporta perseguições e provas, mas revela também que o discípulo não fica abandonado à própria sorte. Jesus assegura o sustento da força divina, que proporciona serenidade, paz, até alegria profunda de poder ser testemunha do amor de Cristo, como os Apóstolos e os mártires fizeram.
“Diante de tão grave situação” – orienta-nos novamente a Evangelium Vitae –, “impõe-se mais que nunca a coragem de olhar frontalmente a verdade e chamar as coisas pelo seu (verdadeiro) nome, sem ceder a compromissos com o que nos é mais cômodo, nem à tentação do auto-engano. A propósito disto, ressoa categórica a censura do Profeta: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que têm as trevas por luz e a luz por trevas’” (Is. 5, 20).
Jesus condena a hipocrisia religiosa -* 13 «Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês fecham o Reino do Céu para os homens. Nem vocês entram, nem deixam entrar aqueles que desejam. 14 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês exploram as viúvas, e roubam suas casas e, para disfarçar, fazem longas orações! Por isso, vocês vão receber uma condenação mais severa. 15 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês percorrem o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguem, o tornam merecedor do inferno duas vezes mais do que vocês. 16 Ai de vocês, guias cegos! Vocês dizem: ‘Se alguém jura pelo Templo, não fica obrigado, mas se alguém jura pelo ouro do Templo, fica obrigado’. 17 Irresponsáveis e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18 Vocês dizem também: ‘Se alguém jura pelo altar, não fica obrigado, mas se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado’. 19 Cegos! O que vale mais: a oferta ou o altar que santifica a oferta? 20 De fato, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22 E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado. 23 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês pagam o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixam de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar aquilo. 24 Guias cegos! Vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo. 25 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês limpam o copo e o prato por fora, mas por dentro vocês estão cheios de desejos de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpe primeiro o copo por dentro, e assim o lado de fora também ficará limpo. 27 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão! 28 Assim também vocês: por fora, parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês constroem sepulcros para os profetas, e enfeitam os túmulos dos justos, 30 e dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’. 31 Com isso, vocês confessam que são filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Pois bem: acabem de encher a medida dos pais de vocês! 33 Serpentes, raça de cobras venenosas! Como é que vocês poderiam escapar da condenação do inferno? 34 É por isso que eu envio a vocês profetas, sábios e doutores: a uns vocês matarão e crucificarão, a outros torturarão nas sinagogas de vocês, e os perseguirão de cidade em cidade. 35 Desse modo, virá sobre vocês todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês assassinaram entre o santuário e o altar. 36 Eu garanto a vocês: tudo isso acontecerá a essa geração.»

04. Situações de Vida( Exemplos e Testemunhos)
Aplicação
Philipp Yancey “Durante anos pensei que o sermão do monte fosse um modelo para o comportamento humano que ninguém conseguiria seguir. Lendo-o de novo, descobri que Jesus pronunciou essas palavras não para nos sobrecarregar, mas para nos dizer como Deus é. O caráter de Deus é a matriz do sermão do monte. Por que deveríamos amar os nossos inimigos? Porque o Pai clemente faz o seu sol nascer sobre maus e bons. Por que ser perfeito? Porque Deus é perfeito. Por que acumular tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e vai nos recompensar prodigamente. Por que viver sem medo e sem preocupações? Porque o mesmo Deus que veste os lírios e a vegetação do campo prometeu cuidar de nós. Por que orar? Se um pai terrestre dá pão e peixe ao filho, quanto mais o Pai no céu dará boas dádivas àqueles que lhe pedirem.
Como poderia não ter percebido isso? Jesus não proclamou o sermão do monte para que nós, como Tolstoi, vincássemos a testa em desespero por não conseguirmos alcançar a perfeição. Ele o deu para nos transmitir o Ideal de Deus para o qual não devemos nunca parar de avançar, mas também para nos mostrar que nenhum de nós jamais atingirá esse Ideal. O sermão do monte nos força a reconhecer a grande distância entre Deus e nós, e qualquer tentativa de reduzir essa distância de alguma forma moderando suas exigências nos faz errar o alvo completamente.
A pior tragédia seria transformar o sermão do monte em outra forma de legalismo; ele deveria, antes, acabar com todo o legalismo. O legalismo, como os fariseus, vai sempre falhar, não porque seja severo demais, mas porque não é suficientemente severo. Trovejando, o sermão do monte prova indiscutivelmente que diante de Deus todos estão no mesmo nível: assassinos e “pavios-curtos”, adúlteros e concupiscentes, ladrões e cobiçosos. Todos estamos desesperados, e esse é de fato o único estado apropriado para um ser humano que deseja conhecer a Deus. Tendo-se afastado do Ideal absoluto, não temos onde aterrissar, a não ser na segurança da graça absoluta.”

terça-feira, 14 de abril de 2009

UM JOVEM PREOCUPADO

( SEGUNDA PARTE )

O texto bíblico do FATO desta quinzena se encontra no Evangelho de Marcos, capítulo 10, versículos 17 a 27.

3 - Era Religioso. Tinha posição, como nos afirma Lucas, o que indica que era líder da Sinagoga em sua cidade ( Lucas 18.18) Era um homem zeloso da Lei, observador dos seus preceitos. No entanto, sentia não estar de posse da vida eterna. Realmente, não basta ter religião para ser salvo. As religiões não são diferentes caminhos para os céus. Há um único caminho que leva a Deus: JESUS CRISTO, e quem não o possui, sendo sincero, não pode sentir-se perfeitamente satisfeito. O temperamento sinceramente religioso alcança a plena satisfação somente em Cristo Jesus. Este moço, fiel à sua religião, sentia que havia alguma coisa que ainda não encontrara.

4 - Era corajoso. Era muita ousadia daquele moço procurar a Jesus, quando os mais velhos se opunham a ele e não viam nele bem algum.Contudo, ele vai até jesus, declara estar certo da sua bondade, sem receio de ser perseguido ou censurado pelos líderes religiosos. É um exemplo de coragem moral. A mocidade muitas vezes é louvada por sua coragem, seu heroísmo nos campos de batalha, mas devia almejar ainda mais a coragem moral, que nos habilita a atitudes tais como a deste moço. Vencer o eu, vencer o mundo, vencer o grande número, a maioria, a sociedade, é vitória mais para se desejar que as conquistadas no terreno material.

5 - Era bom caráter. Temos a prova disso na sua obediência aos mandamentos de Deus. Jesus lhe fez referências aos mandamentos da segunda tábua da lei: não matarás, não furtarás, não adulterarás, etc; ele responde que tem guardado há algum tempo. Era zeloso na observância da lei moral. Amava ao seu próximo (Mateus 19.19). Era um excelente caráter moral, bom vizinho, bom filho, bom cidadão, bom membro da sociedade.

B - SUA CARÊNCIA

Mesmo sendo humilde, sendo justo, religioso, corajoso e de bom caráter, ainda não tinha tudo. Estava faltando alguma coisa. Sentia não estar de posse da vida eterna. Queria a vida plena que não se acaba com a morte, a vida que tem qualidade, que satisfaz. Queria a felicidade temporal e eterna, a qual não havia encontrado na sua religião, na sua riqueza e na sua moral impecável. Sentia que para ter a vida eterna precisava conhecer o segredo da sua conquista, e por isso perguntou a Jesus; "Que hei de fazer para herdar a vida eterna?" Infelizmente a sua pergunta já revelava o erro das suas concepções a reseito da vida eterna. A vida eterna, como você sabe prezado leitor, depende não de fazer, mas de ser. E ele queria fazer sem ser.

Mas, está você se perguntando prezado leitor e amigo, o que faltava ao jovem? Jesus disse que faltava uma coisa na vida dele, sem ela não poderia ter a vida eterna que procurava.

Então Jesus lhe diz: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então vem e segue-me.

Então, caro amigo leitor, o que estava faltando àquele moço? A pobreza? A fé? Amor ao próximo?

Tenha um pouquinho de paciência que no próximo número mostraremos o que realmente falta àquele moço para que ele ganhasse a vida eterna que tanto queria.

Texto de ASSIS FERREIRA DA SILVA Extraído de FOLHA DO ASSIS http://br.geocities.com/asfersilva

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Além da obediência, a rebeldia pascoal

Se você já se questionou sobre o que o futuro lhe reserva terá uma leve idéia da angústia que se abateu na alma daquele palestino às vésperas do domingo de páscoa.

A “Paixão de Cristo”, o filme premiado de Mel Gibson inicia-se naquele momento crucial, onde a vontade do Filho se dobra definitivamente à vontade do Pai, no Getsêmani, quando a angústia atinge seu ponto mais fundo e o suor de Jesus se converte em sangue.

O autor da epístola aos Hebreus expõe esse episódio de forma paradoxal: Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu (Hb 5:8). Por que o “ainda” ou o “embora”? Não deveria estar ali um “porque” ou “pois”? Não são justamente os filhos que aprendem a obedecer?

Obediência... Palavra cultivada nos quartéis ou pátios escolares, nas salas e nos escritórios, nos chãos de fábricas ou nos campos agrícolas. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, diz a sabedoria popular. A definição mais simples e precisa do termo encontra-se no Aurélio: Submissão à vontade de alguém. O Filho se submete à vontade do Pai.

Mas obediência significa desobediência. Para obedecer ao Pai, o Filho teve que desobedecer outras autoridades. Por isso mesmo foi penalizado.

Não é de se estranhar que Satanás ao tentar o Mestre no deserto lhe impõe ordens: Transforme! Se atire! Adore-me!

O cientista Stanley Milgram deixou claro em seu famoso experimento os perigos da obediência cega. A sétima arte nos mostra essa verdade várias vezes, das quais a preferida minha é o filme “Uma questão de Honra”, onde Tom Cruise e Demi Moore fazem o papel de advogados da Marinha Americana que desmascaram um general autoritário encenado por Jack Nicholson, que por abuso de poder causa a morte de um oficial inocente. Também as páginas da história nos trazem períodos negros como o nazismo que se sustentava no senso de responsabilidade e obediência cega às autoridades.

É mais do que comum pensar-se que temos um Deus que exige de nós, suas criaturas, obediência incondicional. Afinal não seria esse, o tropeço inicial de Adão e Eva? Não teria Deus testado nosso pai na fé, Abraão, justamente nesse quesito, ao pedir-lhe seu único filho, Isaac? Não. Deus nunca solicitou isso de suas criaturas.

Se não fosse por sua rebeldia Jesus jamais seria crucificado. Teria levado uma vida fácil, teria gozado de prestígio e poder. E nós estaríamos condenados eternamente. Mas Jesus desobedeceu. Ele não satisfez os caprichos da legislação romana e nem do legalismo judeu. E muito mais do que isso, Ele foi além da obediência à lei Mosaica.

Fomos ensinados, ou no mínimo acostumados, a pensar que Deus tinha um plano estabelecido e detalhado para seu Filho que culminaria com sua crucificação. Pensamos que Jesus ciente deste futuro tenebroso fazia os movimentos precisos de forma a se encaixar perfeitamente nesse plano. Tudo regado com muito jejum, muita oração e muita espiritualidade. O fato, porém, é que se nossa teologia diz isso, ela deveria afirmar também que Deus tinha um robô espiritual e não um Filho de carne e osso.

Não estou negando com isso que Deus tivesse um plano, ou que houvesse um futuro predeterminado. Não. Obviamente havia pontos fixos, tais como a traição de um amigo, a crucificação entre bandidos, o sorteio das vestes ou a sepultura de um rico. Tais fatos, porém se apresentavam como profecias que se cumpriam para nos sinalizar a identidade do Messias e não como alvos a serem atingidos ou compromissos agendados dos quais Jesus não pudesse fugir.

O fato que tentamos evitar, mas que temos que encarar de frente é que a obediência que Deus requereu do Cristo, Ele requer de nós também. E não se deu através de provinhas do tipo faça ou não faça, mas sim em questões mais amplas de caráter, do tipo humildade, mansidão, misericórdia e perdão para com indivíduos caídos. Essa é a obediência, que o levou à cruz, da qual Paulo fala, “pela obediência de um muitos serão feitos justos”.

Mais do que um plano maravilhoso para sua vida, o que a Páscoa nos mostra, é que Deus, através de você está ainda a planejar uma nova história de vida marcada pela graça e pela justiça conquistadas há mais de 2000 anos por um simples carpinteiro que amou até as últimas conseqüências, de tal forma, que nem a morte conseguiu segurá-lo.

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

UM JOVEM PREOCUPADO

O FATO: UM JOVEM PREOCUPADO

( PRIMEIRA PARTE )

O texto bíblico do FATO desta quinzena se encontra no Evangelho de Marcos, capítulo 10, versículos 17 a 27, que diz: < E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem a seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe.

Então ele respondeu: Mestre tudo isso tenho observado desde a minha juventude. E Jesus fitando-o, o amou e disse: Só uma cousa te falta: vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me.

Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

Então, Jesus, olhando ao redor, disse a seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

Os discípulos estranharan estas palavras; mas Jesus insitiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.

Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo?

Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo não para Deus, porque para Deus tudo é possível>.

I- INTRODUÇÃO

É provável que Jesus tenha sido procurado por esse jovem muito rico logo após ter abençoado as crianças, e talvez tenha sido observado pelo moço, ansioso de descobrir o reino de Deus e a vida eterna. Ele mereceu a simpatia de Jesus, que estava a caminho de Jerusalém pela última vez, para a festa da Páscoa, onde seria preso e crucificado. No terceiro dia ressuscitaria vitorioso sobre o pecado e a morte, para glória de Deus e nossa alegria.

II - AS QUALIDADES DO JOVEM RICO

1. Era humilde. Ajoelhou-se diante de Jesus. Essa sua atitude revela grande humildade. Os orientais tinham o hábito de ajoelhar-se diante de pessoas a quem queriam saudar, mas de modo nenhum uma autoridade da sinagoga se ajoelharia diante de alguém sem um título publicamente reconhecido. Jesus era pobre, não tendo onde reclinar a cabeça. Vivia sem dinheiro, sem teto e sem propriedades. Este moço era de posição e muito rico. Ele havia percebido a grandeza do caráter de Cristo, a sua superioridade moral e espiritual e a si mesmo se reconhecia pequeno. Foi um ato de humildade. Ele não tinha a arrogância dos escribas e fariseus. Estava bem encaminhado para encontrar a verdade.

2. Era justo na apreciação dos valores. Combinando o nosso texto comn Mateus 19.17, podemos dizer que o moço reconheceu a bondade em Jesus e lhe fez uma pergunta sobre o que é bom. Naquela época, em que as autoridades religiosas procuravam defeitos em Jesus para o acusar, o nosso jovem reconhece que ele é o Bom Mestre e que tem perfeito conhecimento daquele que é a essência da bondade. Venceu os preconceitos e a opinião das autoridades religiosas. Ele sabia apreciar o que ralmente tinha valor.
Autor: Assis Ferreira da Silva

(CONTINUA NO PRÓXIMO NÚMERO)

Extraído de FOLHA DO ASSIS

domingo, 29 de março de 2009

BEM-AVENTURANÇAS - Os perseguidos por causa da JUSTIÇA

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos céus!
Interpretação ( O que é?)

Dicionário Aurélio
1. Incomodar, importunar:
2. Fazer punir; castigar:
3. Vexar com violência; atormentar, torturar, flagelar

4. Como foi dito anteriormente: justiça é dar a cada um o que lhe é devido de direito. Mas a prática de justiça não é e nem nunca foi uma constante no mundo. No Brasil é corriqueira a frase: “todo mundo gosta de levar vantagem em tudo” ... Mesmo que essa vantagem possa estar praticando a injustiça com alguém. O dever de todo cristão é denunciar as injustiças, é propugnar pela prática do bem, é mostrar os caminhos corretos apontados por Jesus para que os homens vivam em paz uns com os outros.
Mas os cristãos ao apontarem os caminhos da justiça, daquilo que é correto, :”do seu a seu dono”, não raro causam dissabores nos que praticam o mal PARA GOZAREM DOS PRIVILÉGIOS E DAS HONRAS DO PODER E DA RIQUEZA e por isto são terrivelmente perseguidos. Em situações de TIRANIA política são atormentados; são torturados; são flagelados e mortos pelos donos do poder temporal. Assim ocorreu com João Batista e por isto ele foi perseguido, preso e morto, sendo sua cabeça apresentada numa bandeja, numa festa, aos convidados de Herodes representante local do prepotente poder romano.


01. Análise( Por que e para que)

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.

Vivemos em um mundo de crueldade e de injustiças, onde os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres vão se tornando cada vez mais miseráveis. As riquezas da terra se concentram nas mãos de poucos, em torno de 10 por cento da população mundial, enquanto 70 por cento possuem um mínimo para sobrevivência e os restantes sobrevivem das migalhas que sobram das mesas dos demais.
Um olhar misericordioso para os vários cenários humanos do mundo nós vamos encontrar lugares na India, na África, no Oriente Médio, na China, na Europa Oriental, nas periferias de todas as cidades da América Central e do Sul, NOS "guetos" e nas favelas de várias partes do mundo, onde milhões de irmãos, igualmente como nós Filhos de Deus, não possuem os bens necessários para viverem uma vida com dignidade para si e para seus familiares. Há carências de toda ordem: de comida, de vestuário, de escolas, de assistência médica condigna, de liberdade, de trabalho e de emprego, de prisão condigna e de atendimento humanitário compatível com suas necessidades de ser humano, imagem e semelhança de Deus. O registro das desigualdades é revoltante.

Nesse cenário de dolorosa desigualdade o cristão tem quer ser a voz que denuncia as injustiças (como Jesus sempre fez) e suplica pelos injustiçados, por aqueles cujas vozes não são ouvidas ou consideradas; o cristão tem que ser o que aponta as mazelas sociais, que indica as condutas políticas aéticas, corruptas e privilegiadoras das elites abastadas e dos dominadores do poder em todos os níveis das esferas governamentais e em todas as camadas sociais mais abastadas, dentre eles os do poder religioso, do poder político, dos dominadores de bens de capital e empresarias e gestão organizacional, onde as castas dominantes legislam e administram o poder em favor de seus próprios interesse, visando permanentes e irremovíveis privilégios, com mordomias inconcebíveis e nepotismos revoltantes, sempre dominados pela posse do poder e de toda a riqueza da terra.
O cristão não pode se omitir diante deste quadro de dramática desigualdade e tem que ser a voz que clama por um povo oprimido e sofredor. Assim fez João Batista no deserto, preparando os caminhos do Senhor. Denunciou tudo!
O cristão tem o dever de ser o missionário da BOA NOVA DE JESUS que deseja um mundo mais humano que leve os homens a uma relação mais fraterna, de partilha e de justiça; um mundo sem as desigualdades vigentes; buscando a construção de uma sociedade mais justa e mais humana, solidária, comunitária e sensível ao sofrimento dos mais pobres e dos marginalizados do ponto de vista religioso, político, econômico, cultural e social. E ao clamar por JUSTIÇA, o cristão torna-se irremediavelmente alvo de perseguição dos poderosos, dominadores das riquezas e do poder político e econômico terrestre. E são estes cristãos perseguidos aqueles a quem Jesus garante que “deles é o reino dos céus”.
Exemplos Bíblico
Isaias (58,5-9)
O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente. Se você fizer isso, a sua luz brilhará como a aurora, suas feridas vão sarar rapidamente, a justiça que você pratica irá à sua frente e a glória de Javé virá acompanhando você. Então você clamará, e Javé responderá; você chamará por socorro, e Javé responderá: «Estou aqui!»
Assim nos relata Philip Yancey:
Martin Luther King, Jr. teve algumas fraquezas, mas uma coisa ele fez certo. Contra todas as desvantagens, contra todos os instintos de autopreservação, permaneceu fiel ao princípio da pacificação. Não revidava. Quando outros gritavam pedindo vingança, ele clamava por amor. Os defensores dos direitos civis colocavam seus corpos alinhados diante de policiais com cassetetes, mangueiras de bombeiros e cães pastores alemães rosnando. Isso foi, de fato, o que lhes deu a vitória que há tanto buscavam. (...)O público americano, horrorizado com a cena de violenta injustiça, finalmente deu consentimento para a passagem de uma lei de direitos civis.
King, como Gandhi antes dele, morreu como mártir. Depois de sua morte, mais e mais pessoas começaram a adotar o princípio do protesto sem violência como meio de exigir justiça. Nas Filipinas, depois do martírio de Benigno Aquino, pessoas comuns derrubaram um governo reunindo-se nas ruas para orar; tanques armados foram interceptados por filipinos ajoelhados, como se fossem bloqueados por uma força invisível. Mais tarde, no notável ano de 1989, na Polônia, na Hungria, na Checoslováquia, na Alemanha Oriental, na Bulgária, na Iugoslávia, na Romênia, na Mongólia, na Albânia, na União Soviética, no Nepal e no Chile, mais de meio bilhão de pessoas descartaram-se do jugo da opressão por meios não-violentos. Em muitos desses lugares, especialmente nas nações da Europa Oriental, a igreja liderou o caminho. Os demonstradores marcharam pelas ruas carregando velas, cantando hinos e orando. Como nos dias de Josué, os muros desmoronaram.

sábado, 28 de março de 2009

O MAIS IMPORTANTE É A IGREJA

Dom Robinson Cavalcanti (Revista Ultimato)

A Igreja é o que de mais importante existe no mundo. Criada pela vontade de Cristo, ela é a agência da salvação, ensaio e vanguarda da nova humanidade. Deus havia chamado Israel (obediente “versus” desobediente), e no passado nos falou pelos profetas, guardiões da lei. A função e o “status” de Israel -- a antiga aliança -- cessaram quando o véu do templo se rasgou. Hoje o judaísmo e o islamismo são apenas religiões semíticas monoteístas. A Igreja é o novo Israel, a nova aliança, e, como nos ensina Pedro, herdeira dos títulos e atributos do primeiro Israel: geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de Deus. Entre o antigo e o atual Estado secular de Israel (formado por 90% de ateus e agnósticos) só há em comum a geografia e as mirabolantes teorias de alguns protestantes. Os judeus (e todos os povos) devem ser enxertados no novo povo, porque não há salvação em nenhum outro nome senão o de Jesus.

A crise da Igreja é resultado da sua baixa autoestima, da falta de autocompreensão e conhecimento não somente sobre sua missão, mas também sobre sua natureza e organização -- uma crise de identidade em razão de uma ruptura com sua história, suas raízes. Como povo-instituição de Deus, a Igreja é mais importante do que a família biológica ou adotiva, do que o mundo do trabalho e do lazer, do que o Estado ou qualquer expressão da sociedade civil. Ela é portadora única do sentido para as demais coisas -- o evangelho e o poder do Espírito Santo -- e é nela onde se convive não somente para o tempo, mas para a eternidade. A Igreja não é apenas suas expressões localizadas: as comunidades locais, as tabas religiosas com seus caciques ou as casas de shows para expressão das fogueiras da vaidade. A igreja vive hoje em pecado porque desobedece aos dois princípios basilares a ela destinados pelo seu fundador e Senhor: a unidade e a verdade. O cisma (divisão do corpo) deixou de ser considerado um grave pecado pelo desordenado denominacionalismo; a heresia deixou de ser considerado um grave pecado pela crescente e ilimitada “diversidade” e “inclusividade”. Os cismas são heresias, e as heresias são cismas. Essa tragédia se transformou em rotina ante a indiferença de todos.

“Denominação” é uma palavra que não se encontra nas Sagradas Escrituras nem na obra de nenhum autor relevante da história do pensamento cristão antes do século 18. Não é um termo teológico, eclesiológico, mas apenas sociológico, administrativo, jurídico, humano, corrente nos últimos duzentos anos a partir da realidade da “livre empresa” e do “‘self-service’ religioso” norte-americano. Quando a Igreja una, santa, católica, apostólica e reformada dá lugar a uma miríade de “denominações” ou “ministérios”, o evangelho é parcializado, a missão é mutilada e vivemos na carne, por mais piedoso e espiritualizado que seja o nosso discurso. Afirmar que “Deus me mandou criar um novo ministério” é uma blasfêmia.

A Reforma Protestante foi um dos capítulos mais importantes da história da Igreja, mas o seu desdobramento em correntes extremadas fez com que o bebê fosse jogado fora junto com a água do banho. Ela preocupou-se com a autoridade (das Escrituras) e com a salvação (pela graça mediante a fé em Jesus) e se descuidou da eclesiologia, do estudo da própria Igreja. A instituição que deveria garantir a preservação dessas verdades logo foi atropelada pelo racionalismo liberal ou pelo literalismo fundamentalista. O livre exame, de livre acesso e investigação, deu lugar à livre conclusão. Ao contrário da criação, a Igreja se tornou sem forma e vazia. A releitura das Escrituras pela burguesia europeia, 1600 anos depois, fez os congregacionais tomarem o embrião e os presbiterianos tomarem o feto como se já fosse o ser nascido (institucionalizado) -- fato que a história atesta ter acontecido (muito cedo) somente com a consolidação do episcopado. Por sua vez, a pretensão da Igreja de Roma (e de alguns ramos da ortodoxia oriental) de ser “a” Igreja, em uma visão monocêntrica da história, não faz justiça à verdade policêntrica das sés e dos patriarcados deixados pelos apóstolos em diversas regiões. Foi no Oriente que viveu a maioria dos Pais da Igreja e onde aconteceram todos os Concílios da Igreja indivisa (responsáveis pelo consenso dos fiéis); ainda assim, 1.200 anos de história da Igreja no Oriente (períodos bizantino, pré-calcedônio, pré-efesiano ou uniata) representam apenas algumas notas de rodapé ou algumas linhas nas obras dos historiadores católicos romanos ou protestantes (“anabatistizados”). Ficamos vulneráveis com essa lacuna, em uma época de desprezo pelo passado e de arrogância individualista e imediatista. A universalidade da Igreja, com a multiforme manifestação da graça de Deus em todo o mundo, é mutilada pela hipervalorização (quase exclusiva) do que nos vem do império do momento. Como foi mesmo a definição do cânon bíblico, das doutrinas dos credos, dos sacramentos e do governo episcopal?

terça-feira, 24 de março de 2009

Um Pequeno Grande Homem - ZAQUEU (FINAL)

Como vimos na PRIMEIRA PARTE já publicada deste FATO, o texto básico está no Evangelho de Lucas, Capítulo 19, versículos de 1 a 10, que retrata o encontro de Jesus com o pequeno publicano Zaqueu. Vimos também que o nome Zaqueu provém de uma palavra hebraica traduzida como JUSTO. Ele era de Jericó, uma cidade muito próspera que ficava perto da fronteira da Peréia, e distava cerca de 24 km de Jerusalém. Era líder dentre, os publicanos, isto é, chefe dos cobradores de impostos. Recebia , assim, comissão sobre tudo o que era arrecadado.

Falamos também a respeito de suas QUALIDADES como homem curioso, determinado, hospitaleiro e pecador.

Focalizamos com detalhes seu encontro com Jesus Cristo e como olhou para Jesus, lá de cima da árvore onde tinha subido para ver o Mestre, pois era muito pequeno. E comentamos, ainda, como deu o seu encontro com Jesus.

Hoje vamos tratar de quais foram os resultados daquele encontro de Zaqueu com Jesus.

1. TRANSFORMAÇÃO. Foi esse o primeiro grande resultado. Zaqueu mostrou o seu amor ao próximo prometendo repartir metade dos seus bens com os pobres, e a sua retidão prometendo pagar para todos os que havia defraudado, quadruplicamente. A lei mosaica exigia o pagamento de apenas um quinto daquilo que se houvesse roubado (Números 5.7). Ele promete restituir o que havia roubado e ainda três vezes mais. A sua conversão era real, porque começou pelo desprendimento das riquezas. Queria dar, queria reparar o mal que havia feito.

2. SALVAÇÃO. Jesus conhecia o coração de Zaqueu, por isso declarou que a salvação entrara naquela casa. Zaqueu tinha se arrependido e crido. Estava salvo. Os seus pecados tinham sido perdoados, a reconciliação com Deus tinha sido estabelecida. O seu Salvador hospedou-se com ele. Logo, amado leitor, o resultado maior do encontro com Jesus é a salvação eterna.

3. FELICIDADE. Zaqueu, apesar de rico, não era um homem feliz, não tinha paz na sua consciência, não gozava da amizade do povo. Agora a sua vida tinha outro significado, E apesar da história de seu encontro com Jesus ser muito resumida ela é cheia de júbilo. Ele experimentou grande alegria no encontro com Jesus. Esse, amigo leitor, é sempre o grande resultado. Os filhos arrependidos que voltam para a casa de Deus, são recebidos com banquetes. Há alegria nos céus por um pecador que se arrepende, e também no coração do arrependido

Text de Assis Ferreira da Silva -Extraído de Folha do Assis
http://br.geocities.com/asfersilva