sábado, 18 de abril de 2009

BEM-AVENTURANÇAS - Vos perseguirem por causa de mim

. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

01. Interpretação ( O que é?)
Dicionário Aurélio -PERSEGUIR
1. Incomodar, importunar:
2. Fazer punir; castigar:
3. Vexar com violência; atormentar, torturar, flagelar


02. Análise( Por que e para que)
Nesta bem-aventurança Jesus se dirige aos seus discípulos e os encoraja no cumprimento da missão evangelizadora e os previne contra as perseguições de que serão vítimas.
Mostra-lhes também a diferença entre os valores humanos e os valores celestes que serão a razão de suas rejeições pelos doutores e pelos tiranos donos do poder. Ao apontar para a excelência dos bens celestes os cristãos jogam por terra o valor do poder terreno e das riquezas que buscam sempre manter seus privilégios e decisões injustas. Os valores terrenos seduzem muitos e escravizam os homens. Para os filhos de Deus a moeda de maior valor é o AMOR, a bem-querência, a justiça, a fraternidade, a misericórdia; e o PODER é a força e a luz do ESPÍRITO SANTO, que santifica e ilumina nossa vida e nossas ações. Daí a razão de serem os cristãos perseguidos, presos, torturados e mortos.
O pastor Cleómenes de Figueiredo, em seu livro BEM-AVENTURANÇAS Felicidade a Toda PROVA faz as seguintes considerações: “ Nesta Bem-Aventurança vemos a chave de ouro que fecha as qualidades que deve possuir todo seguidor de Cristo. Ele não disse que vamos ter qualidade de “persona non grata”, mas que vivendo as bem-aventuranças vamos naturalmente sofrer perseguições. Porque vocês são humildes, mansos, misericordiosos, justos, puros de coração, pacificadores, vocês serão perseguidos! “
03. Exemplos Bíblico
Mateus 10
Testemunho e perseguição -* 16 «Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. 18 Vocês vão ser levados diante de governadores e reis, por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. 19 Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. 20 Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês.
Lucas 11 --Jesus desmascara os hipócritas -* 37 Enquanto Jesus falava, um fariseu o convidou para jantar em casa. Jesus entrou, e se pôs à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tinha lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: «Vocês, fariseus, limpam o copo e o prato por fora, mas o interior de vocês está cheio de roubo e maldade. 40 Gente sem juízo! Aquele que fez o exterior, não fez também o interior? 41 Antes, dêem em esmola o que vocês possuem, e tudo ficará puro para vocês. 42 Mas, ai de vocês, fariseus, porque vocês pagam o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixam de lado a justiça e o amor de Deus. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43 Ai de vocês, fariseus, porque gostam do lugar de honra nas sinagogas, e de serem cumprimentados em praças públicas. 44 Ai de vocês, porque são como túmulos que não se vêem, e os homens pisam sobre eles sem saber.»
45 Um especialista em leis tomou a palavra, e disse: «Mestre, falando assim insultas também a nós!» 46 Jesus respondeu: «Ai de vocês também, especialistas em leis! Porque vocês impõem sobre os homens cargas insuportáveis, e vocês mesmos não tocam essas cargas nem com um só dedo. 47 Ai de vocês, porque constroem túmulos para os profetas; no entanto, foram os pais de vocês que os mataram. 48 Com isso, vocês são testemunhas e aprovam as obras dos pais de vocês, pois eles mataram os profetas, e vocês constroem os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus disse: ‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos. Eles os matarão e perseguirão, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário’. Sim, eu digo a vocês: pedirão contas disso a esta geração. 52 Ai de vocês, especialistas em leis, porque vocês se apoderaram da chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e impediram os que queriam entrar.»
53 Quando Jesus saiu daí, os doutores da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa em qualquer coisa que saísse de sua boca.

Testemunhar sem medo -* 4 «Pois bem, eu digo a vocês, meus amigos: não tenham medo daqueles que matam o corpo, e depois disso nada mais têm a fazer (...) Quando introduzirem vocês diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiquem preocupados como ou com que vocês se defenderão, ou o que dirão. 12 Pois, nessa hora o Espírito Santo ensinará o que vocês devem dizer.
Jesus e a Lei -* 14 Os fariseus, que são amigos do dinheiro, ouviam tudo isso, e caçoavam de Jesus. 15 Então Jesus disse para eles: «Vocês gostam de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. De fato, o que é importante para os homens, é detestável para Deus. 16 A Lei e os profetas chegaram até João; daí para a frente o Reino de Deus é anunciado, e cada um se esforça para nele entrar, com violência. 17 É mais fácil desaparecer o céu e a terra do que cair da Lei uma só vírgula
Extraído do texto do Núncio Apostólico
na Abertura do
Congresso Internacional: “Pessoa, Cultura da vida e Cultura da morte”
” (Lc. 21, 12). Jesus vê as perseguições como “ocasião de testemunho” e pede “perseverança”. Descreve as perseguições com traços fortes, duros, incríveis: “Sereis traídos até por vosso pai e mãe, irmãos, parentes, amigos, e farão morrer pessoas do vosso meio e sereis odiados de todos por causa do meu nome” (Lc. 21, 16-17), porém dá sentido ao sofrimento humano físico, moral e espiritual, e com isso alude ao seu próprio sofrimento na paixão e na cruz, do qual participa o discípulo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt. 16, 24). O seguimento de Cristo, de fato, comporta perseguições e provas, mas revela também que o discípulo não fica abandonado à própria sorte. Jesus assegura o sustento da força divina, que proporciona serenidade, paz, até alegria profunda de poder ser testemunha do amor de Cristo, como os Apóstolos e os mártires fizeram.
“Diante de tão grave situação” – orienta-nos novamente a Evangelium Vitae –, “impõe-se mais que nunca a coragem de olhar frontalmente a verdade e chamar as coisas pelo seu (verdadeiro) nome, sem ceder a compromissos com o que nos é mais cômodo, nem à tentação do auto-engano. A propósito disto, ressoa categórica a censura do Profeta: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que têm as trevas por luz e a luz por trevas’” (Is. 5, 20).
Jesus condena a hipocrisia religiosa -* 13 «Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês fecham o Reino do Céu para os homens. Nem vocês entram, nem deixam entrar aqueles que desejam. 14 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês exploram as viúvas, e roubam suas casas e, para disfarçar, fazem longas orações! Por isso, vocês vão receber uma condenação mais severa. 15 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês percorrem o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguem, o tornam merecedor do inferno duas vezes mais do que vocês. 16 Ai de vocês, guias cegos! Vocês dizem: ‘Se alguém jura pelo Templo, não fica obrigado, mas se alguém jura pelo ouro do Templo, fica obrigado’. 17 Irresponsáveis e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18 Vocês dizem também: ‘Se alguém jura pelo altar, não fica obrigado, mas se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado’. 19 Cegos! O que vale mais: a oferta ou o altar que santifica a oferta? 20 De fato, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22 E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado. 23 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês pagam o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixam de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar aquilo. 24 Guias cegos! Vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo. 25 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês limpam o copo e o prato por fora, mas por dentro vocês estão cheios de desejos de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpe primeiro o copo por dentro, e assim o lado de fora também ficará limpo. 27 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão! 28 Assim também vocês: por fora, parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês constroem sepulcros para os profetas, e enfeitam os túmulos dos justos, 30 e dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’. 31 Com isso, vocês confessam que são filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Pois bem: acabem de encher a medida dos pais de vocês! 33 Serpentes, raça de cobras venenosas! Como é que vocês poderiam escapar da condenação do inferno? 34 É por isso que eu envio a vocês profetas, sábios e doutores: a uns vocês matarão e crucificarão, a outros torturarão nas sinagogas de vocês, e os perseguirão de cidade em cidade. 35 Desse modo, virá sobre vocês todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês assassinaram entre o santuário e o altar. 36 Eu garanto a vocês: tudo isso acontecerá a essa geração.»

04. Situações de Vida( Exemplos e Testemunhos)
Aplicação
Philipp Yancey “Durante anos pensei que o sermão do monte fosse um modelo para o comportamento humano que ninguém conseguiria seguir. Lendo-o de novo, descobri que Jesus pronunciou essas palavras não para nos sobrecarregar, mas para nos dizer como Deus é. O caráter de Deus é a matriz do sermão do monte. Por que deveríamos amar os nossos inimigos? Porque o Pai clemente faz o seu sol nascer sobre maus e bons. Por que ser perfeito? Porque Deus é perfeito. Por que acumular tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e vai nos recompensar prodigamente. Por que viver sem medo e sem preocupações? Porque o mesmo Deus que veste os lírios e a vegetação do campo prometeu cuidar de nós. Por que orar? Se um pai terrestre dá pão e peixe ao filho, quanto mais o Pai no céu dará boas dádivas àqueles que lhe pedirem.
Como poderia não ter percebido isso? Jesus não proclamou o sermão do monte para que nós, como Tolstoi, vincássemos a testa em desespero por não conseguirmos alcançar a perfeição. Ele o deu para nos transmitir o Ideal de Deus para o qual não devemos nunca parar de avançar, mas também para nos mostrar que nenhum de nós jamais atingirá esse Ideal. O sermão do monte nos força a reconhecer a grande distância entre Deus e nós, e qualquer tentativa de reduzir essa distância de alguma forma moderando suas exigências nos faz errar o alvo completamente.
A pior tragédia seria transformar o sermão do monte em outra forma de legalismo; ele deveria, antes, acabar com todo o legalismo. O legalismo, como os fariseus, vai sempre falhar, não porque seja severo demais, mas porque não é suficientemente severo. Trovejando, o sermão do monte prova indiscutivelmente que diante de Deus todos estão no mesmo nível: assassinos e “pavios-curtos”, adúlteros e concupiscentes, ladrões e cobiçosos. Todos estamos desesperados, e esse é de fato o único estado apropriado para um ser humano que deseja conhecer a Deus. Tendo-se afastado do Ideal absoluto, não temos onde aterrissar, a não ser na segurança da graça absoluta.”

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