domingo, 7 de junho de 2009

A REALIDADE BRASILEIRA À LUZ DOS ENSINAMENTOS DO PROFETA MIQUÉIAS

Segunda Parte
O profeta Miquéias nasceu em Morasti, uma vila no interior do reino de Judá. Sua origem camponesa se manifesta na linguagem concreta e franca, nas comparações breves e nos jogos de palavras. Ele exerceu sua atividade em fins do século VIII a.C., quando sua região estava sendo devastada pelos assírios.

Miquéias, entrentanto, denuncia uma situação mais perversa do que a própria guerra em andamento: a cobiça e injustiças sociais, onde ele vê a causa principal da ira de Deus (2,8). Após descrever os estragos da guerra (1,8-16), o profeta nos conduz à capital, onde ele se defronta com os ricos e com os dirigentes políticos e religiosos. Vindo da roça, Miquéias acusa-os de roubar casas e campos para se tornarem latifundiários (2,1-2) e os condena por mandar matar até mulheres e crianças para se apoderarem das terras (2,9). Com o poder nas mãos, eles dançam ao ritmo do dinheiro, falseando o peso das mercadorias (6,10-12). Miquéias mostra que a riqueza deles se baseia na miséria de muitos e tem como alicerce a carne e o sangue do povo (7,1-4). Eles, porém, insistem, com a Bíblia na mão, em provar que são justos (2,6-7) e que Deus está com eles (3,11); procuram combinar religião com opressão aos fracos. Miquéias denuncia tal perversão como atitude idolátrica (1,5); por isso, é taxativo: eles, juntamente com a luxuosa capital e o próprio Templo, serão destruídos (3,9-12).
NOVOS CAMINHOS
Uma Nova Assembléia Constituinte, composta só por notáveis e sem custo para a Nação, a não ser o de estada e de locomoção, deveria rever as nossas práticas, consultando inicialmente o povo brasileiro para dele saber o que mais o aborrece e o enoja no poder constituído atual; fazer um levantamento minucioso de nossas mazelas, aberrações e desmandos e propor à Nação um novo modelo que possa coibir todos os abusos e exageros atualmente praticados e recolocar o País nos trilhos da ética, da vergonha, da seriedade, conduzido por uma democracia ética e incorruptível de que o povo possa verdadeiramente dela se orgulhar.

O ingresso nos cargos eletivos ou de gestão da coisa pública deveria ser precedido pela apresentação do candidato de uma certidão comprobatória da lisura e legitimidade na aquisição de seus bens, depois de passar pelo crivo rigoroso e minucioso de análise de sua procedência.
O mesmo exame deveria ocorrer na exoneração, aposentadoria ou término do mandato, confrontando os valores de entrada e saída, rastreando bens de parentes e assessores mais chegados.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão consolados”.
Este grito de alerta é apenas uma semente. Um clamor em favor de nosso povo, pedindo a misericórdia e as bênçãos de Deus para que Ele nos ilumine e nos ajude a endireitar essas veredas que estão por demais distantes de seus ensinamento, que são fundamentados na VERDADE e na JUSTIÇA a serviço de cada irmão, sobretudo do mais pobre, que não usufrui plenamente de nossas riquezas e que não possui haveres suficientes para pagar tamanhas aberrações.

Augusto Ferreira Neto-Professor, Membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais – Ex-Presidente Nacional da CNEC

domingo, 24 de maio de 2009

O LAR CRISTÃO NA SOCIEDADE




(PRIMEIRA PARTE)

O texto bíblico do FATO desta quinzena se encontra no livro de Colossenses, capítulo 3, versículos 18 a 25 e capítulo 4, versículo 1, que dizem:
Maridos, amai vossas esposas e não a trateis com amargura.

Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor.

Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.

Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

Senhores, tratai os servos com justiça e com eqüidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu.>

I - INTRODUÇÃO

Aos lares, em geral, está reservado um papael marcante. Eles compõem a sociedade. Esta será estável e tranqüila dependendo dos lares, como a saúde do corpo depende das células. O lar é a célula matriz da sociedade. Os próprios pagãos reconheceram o valor da Família. Cícero, famoso orador romano diz: "A união marital é tão arranjada pela natureza, que não só é gratíssima à sociedade como utilíssima à vida". A desintegração da sociedade começa, onde começa a corrupção dos bons costumes cultivados na família. De modo singularísimo, destacaremos a importãncia do "Lar Cristão" na sociedade. Ele se destaca nos livros sacros da Escritura, a começar do Livro de origem (Gênesis). Deus criou o homem; formou a mulher; deu origem ao lar, para dele fazer evoluir a sociedade. Pôs em relevo o lar quando determinou: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a" (Gênesis 128). Na Nova Aliança confirmou,num sentido espiritual, a família, fazendo dela uma figura da Igreja (Efésios 2.19). Usou ainda largamente o consórcio conjugal para expressar a relação de Cristo com a sua igreja, como se pode ver em Efésios 5.22-28 e Apocalipse 21.2. Está, pois, em relevo, o papel da família cristã na sociedade, satisfeita a condição prescrita nos Salmos 127 e 128.

II - COMO DEVE SER O LAR CRITÃO<

Ora, os elementos básicos na formação do lar são o homem e a mulher na união matrimonial. Da convivência destes, depende a geração de filhos e a educação do próprio lar. Como deve ser, então, o lar cristão? indagará você prezado leitor. A Biblia apresenta as características do lar cristão: O TEMOR DE DEUS, A PIEDADE, O AMOR, A SINCERIDADE, A LEALDADE, O TESTEMUNHO CRISTÃO, A INSTRUÇÃO, A EDUCAÇÃO.
Mas há também as recomendações específicas do texto, que devem marcar a família cristã, a fim de que venha a ser uma bênção para a humanidade.

(CONTINUA NO PRÓXIMO NÚMERO
Texto de ASSIS FERREIRA DA SILVA - extraído de FOLHA DO ASSIS

domingo, 17 de maio de 2009

BEM-AVENTURANÇAS --Os Que CHORAM

Bem-aventurados os que choram, Porque serão consolados!
Interpretação (O que é?)
Não existe na Bíblia nenhuma passagem que fala que Jesus estava sorrindo, mas há registro de que chorou algumas vezes. Uma delas foi junto de Martha e Maria, diante do túmulo de seu amigo Lázaro. Outra foi quando mirava Jerusalém e vaticinava sua destruição.
A dor, o sofrimento fazem parte da caminhada dos filhos de Deus aqui na terra. Aqueles que desejam seguir Jesus devem tomar a sua cruz e acompanhá-LO pois ele disse que estreita é a porta de entrada no Paraíso. Só no céu não haverá mais dor, choro e sofrimento. Aqui estaremos sempre alternando alegria e sofrimento, até a partida definitiva para nossa mansão celeste: a casa do Pai.

01. Análise( Por que e para que)

A dor e o sofrimento nos acordam para o bem, para o que é correto aos olhos de Deus e nos ajudam a corrigir nossas imperfeições para alcançar o perdão e a graça de Deus.
São Paulo nos ensina que quando Deus nos corrige é “ para sermos participantes da sua santidade “
E mais ainda: “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela “.

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02. Exemplos Bíblico
»JÓ [36]
Na história de Jô, por meio da fala de Eliú, podemos compreender o sentido da dor e do sofrimento para correção dos filhos de Deus. Assim ele fala:
Eis que Deus é mui poderoso, contudo a ninguém despreza; grande é no poder de entendimento.
Ele não preserva a vida do ímpio, mas faz justiça aos aflitos.
Do justo não aparta os seus olhos; antes com os reis no trono os faz sentar para sempre, e assim são exaltados.
E se estão presos em grilhões, e amarrados com cordas de aflição,
então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, porquanto se têm portado com soberba.
E abre-lhes o ouvido para a instrução, e ordena que se convertam da iniqüidade.
Se o ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em prosperidade, e os seus anos em delícias.
Mas se não o ouvirem, à espada serão passados, e expirarão sem conhecimento.
Assim os ímpios de coração amontoam, a sua ira; e quando Deus os põe em grilhões, não clamam por socorro.
Eles morrem na mocidade, e a sua vida perece entre as prostitutas.
Ao aflito livra por meio da sua aflição, e por meio da opressão lhe abre os ouvidos.
Assim também quer induzir-te da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto; e as iguarias da tua mesa serão cheias de gordura.
Mas tu estás cheio do juízo do ímpio; o juízo e a justiça tomam conta de ti.
Cuida, pois, para que a ira não te induza a escarnecer, nem te desvie a grandeza do resgate.
Prevalecerá o teu clamor, ou todas as forças da tua fortaleza, para que não estejas em aperto?
Não suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu lugar.
Guarda-te, e não declines para a iniqüidade; porquanto isso escolheste antes que a aflição.


03. Situações de Vida( Exemplos e Testemunhos)
Aplicação

Sofre alguém dentre vós um contratempo ?
Recorra à oração. A oração da fé salvará
o doente e o Senhor o porá de pé ; e se tiver
cometido pecados, estes serão perdoados...

O Senhor é misericordioso e compassivo....

Orai uns pelos outros para que sejais curados.
( Tiago 5, 13-16 )

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O FATO: UM JOVEM PREOCUPADO

( FINAL )

O texto bíblico do FATO desta quinzena se encontra no Evangelho de Marcos, capítulo 10, versículos 17 a 27.

O que estava faltando àquele moço?

1 - A pobreza? Pode parecer à primeira vista que era a pobreza. Mas não era. A pobreza não é condição de vida eterna. Jesus não nos ensina isso. Ao contrário, o pecador pode ser rico e achar a vida. A riqueza pode dificultar a entrada do homem no reino, mas não decorre que seja absolutamente indispensável ao homem abandonar seus bens para se salvar.

2 - A fé? Não era a fé. Ele era um homem que cria. Acreditava em Deus, nas Escrituras e na vida eterna. A fé é indispensável à salvação, mas é preciso ter fé na direção certa. Não basta cre; é preciso crer bem e suficientemente. A fé salvadora é alguma coisa mais do que a fé comum. Nela existe o elemento volitivo que nos leva à ação, à obediência.

3 - Amor ao Próximo? Não, não era. Esse amor ele abrigava em seu coração (Mateus 19.19). Muitos ficam satisfeitos com a obra social que fazem, como o amor que revelam ao semelhante necessitado. Isso pode ser muita coisa, mas nada é para termos a vida eterna. Praticamos as boas obras porque temos a salvação e não para obtê-la.

4 - Faltava-lhe JESUS CRISTO. O Senhor queria que ele lhe fosse submisso. Deu-lhe duas ordens: e . Jesus queria que ele se entregasse incondicionalmente a Deus. Faltava-lhe reconhecer a absoluta soberania de Deus e submeter-se a ele. Quando Cristo lhe falou dos mandamentos não se referiu aos que dizem respeito a Deus. Se o moço fosse capaz de observá-los, teria a vida eterna, pois seria capaz de entregar-se inteiramente ao seu Senhor. Jesus ensinou: "A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17.3). A vida eterna é a entrega e submissão incondicional a Cristo. O jovem rico não estava pronto a submeter a um Deus que exigia dele coisas por demais difíceis. É o que ainda hoje acontece amigo leitor. Muitos querem a vida eterna e reconhecem que Jesus Cristo veio para nos salvar, porém não querem se comprometer com a vida de santificação, com o serviço cristão, com o compromisso de viverem somente para Jesus. Eles desejam uma religião fácil. E porque não se entregam, porque não se submetem, conhecem Cristo, encontram-se com ele, mas não têm a vida eterna.

Então, prezado leitor, o moço voltou triste daquele encontro com Jesus, contrariado, pois era muito rico. Obedeceer a Cristo em tudo era-lhe impossível.

Perguntou ao Mestre o que devia fazer, mas não foi capaz de pôr em prática o que era pedido. Que contraste, prezado leitor, entre este jovem com o apóstolo Paulo! Era também um jovem rico, de posição, mas não teve dúvida alguma em seguir a Jesus (ler Gálatas 1.16; 2.19 e 20).

A riqueza é boa oportunidade oferecida aos homens. Quem tem muito dinheiro, tem também muita responsabilidade diante de Deus. Mas as riquezas são acompanhadas de grandes perigos e por isso, amigo leitor, não podemos confiar nelas.

sábado, 18 de abril de 2009

BEM-AVENTURANÇAS - Vos perseguirem por causa de mim

. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

01. Interpretação ( O que é?)
Dicionário Aurélio -PERSEGUIR
1. Incomodar, importunar:
2. Fazer punir; castigar:
3. Vexar com violência; atormentar, torturar, flagelar


02. Análise( Por que e para que)
Nesta bem-aventurança Jesus se dirige aos seus discípulos e os encoraja no cumprimento da missão evangelizadora e os previne contra as perseguições de que serão vítimas.
Mostra-lhes também a diferença entre os valores humanos e os valores celestes que serão a razão de suas rejeições pelos doutores e pelos tiranos donos do poder. Ao apontar para a excelência dos bens celestes os cristãos jogam por terra o valor do poder terreno e das riquezas que buscam sempre manter seus privilégios e decisões injustas. Os valores terrenos seduzem muitos e escravizam os homens. Para os filhos de Deus a moeda de maior valor é o AMOR, a bem-querência, a justiça, a fraternidade, a misericórdia; e o PODER é a força e a luz do ESPÍRITO SANTO, que santifica e ilumina nossa vida e nossas ações. Daí a razão de serem os cristãos perseguidos, presos, torturados e mortos.
O pastor Cleómenes de Figueiredo, em seu livro BEM-AVENTURANÇAS Felicidade a Toda PROVA faz as seguintes considerações: “ Nesta Bem-Aventurança vemos a chave de ouro que fecha as qualidades que deve possuir todo seguidor de Cristo. Ele não disse que vamos ter qualidade de “persona non grata”, mas que vivendo as bem-aventuranças vamos naturalmente sofrer perseguições. Porque vocês são humildes, mansos, misericordiosos, justos, puros de coração, pacificadores, vocês serão perseguidos! “
03. Exemplos Bíblico
Mateus 10
Testemunho e perseguição -* 16 «Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. 18 Vocês vão ser levados diante de governadores e reis, por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. 19 Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. 20 Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês.
Lucas 11 --Jesus desmascara os hipócritas -* 37 Enquanto Jesus falava, um fariseu o convidou para jantar em casa. Jesus entrou, e se pôs à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tinha lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: «Vocês, fariseus, limpam o copo e o prato por fora, mas o interior de vocês está cheio de roubo e maldade. 40 Gente sem juízo! Aquele que fez o exterior, não fez também o interior? 41 Antes, dêem em esmola o que vocês possuem, e tudo ficará puro para vocês. 42 Mas, ai de vocês, fariseus, porque vocês pagam o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixam de lado a justiça e o amor de Deus. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43 Ai de vocês, fariseus, porque gostam do lugar de honra nas sinagogas, e de serem cumprimentados em praças públicas. 44 Ai de vocês, porque são como túmulos que não se vêem, e os homens pisam sobre eles sem saber.»
45 Um especialista em leis tomou a palavra, e disse: «Mestre, falando assim insultas também a nós!» 46 Jesus respondeu: «Ai de vocês também, especialistas em leis! Porque vocês impõem sobre os homens cargas insuportáveis, e vocês mesmos não tocam essas cargas nem com um só dedo. 47 Ai de vocês, porque constroem túmulos para os profetas; no entanto, foram os pais de vocês que os mataram. 48 Com isso, vocês são testemunhas e aprovam as obras dos pais de vocês, pois eles mataram os profetas, e vocês constroem os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus disse: ‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos. Eles os matarão e perseguirão, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário’. Sim, eu digo a vocês: pedirão contas disso a esta geração. 52 Ai de vocês, especialistas em leis, porque vocês se apoderaram da chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e impediram os que queriam entrar.»
53 Quando Jesus saiu daí, os doutores da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa em qualquer coisa que saísse de sua boca.

Testemunhar sem medo -* 4 «Pois bem, eu digo a vocês, meus amigos: não tenham medo daqueles que matam o corpo, e depois disso nada mais têm a fazer (...) Quando introduzirem vocês diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiquem preocupados como ou com que vocês se defenderão, ou o que dirão. 12 Pois, nessa hora o Espírito Santo ensinará o que vocês devem dizer.
Jesus e a Lei -* 14 Os fariseus, que são amigos do dinheiro, ouviam tudo isso, e caçoavam de Jesus. 15 Então Jesus disse para eles: «Vocês gostam de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. De fato, o que é importante para os homens, é detestável para Deus. 16 A Lei e os profetas chegaram até João; daí para a frente o Reino de Deus é anunciado, e cada um se esforça para nele entrar, com violência. 17 É mais fácil desaparecer o céu e a terra do que cair da Lei uma só vírgula
Extraído do texto do Núncio Apostólico
na Abertura do
Congresso Internacional: “Pessoa, Cultura da vida e Cultura da morte”
” (Lc. 21, 12). Jesus vê as perseguições como “ocasião de testemunho” e pede “perseverança”. Descreve as perseguições com traços fortes, duros, incríveis: “Sereis traídos até por vosso pai e mãe, irmãos, parentes, amigos, e farão morrer pessoas do vosso meio e sereis odiados de todos por causa do meu nome” (Lc. 21, 16-17), porém dá sentido ao sofrimento humano físico, moral e espiritual, e com isso alude ao seu próprio sofrimento na paixão e na cruz, do qual participa o discípulo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt. 16, 24). O seguimento de Cristo, de fato, comporta perseguições e provas, mas revela também que o discípulo não fica abandonado à própria sorte. Jesus assegura o sustento da força divina, que proporciona serenidade, paz, até alegria profunda de poder ser testemunha do amor de Cristo, como os Apóstolos e os mártires fizeram.
“Diante de tão grave situação” – orienta-nos novamente a Evangelium Vitae –, “impõe-se mais que nunca a coragem de olhar frontalmente a verdade e chamar as coisas pelo seu (verdadeiro) nome, sem ceder a compromissos com o que nos é mais cômodo, nem à tentação do auto-engano. A propósito disto, ressoa categórica a censura do Profeta: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que têm as trevas por luz e a luz por trevas’” (Is. 5, 20).
Jesus condena a hipocrisia religiosa -* 13 «Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês fecham o Reino do Céu para os homens. Nem vocês entram, nem deixam entrar aqueles que desejam. 14 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês exploram as viúvas, e roubam suas casas e, para disfarçar, fazem longas orações! Por isso, vocês vão receber uma condenação mais severa. 15 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês percorrem o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguem, o tornam merecedor do inferno duas vezes mais do que vocês. 16 Ai de vocês, guias cegos! Vocês dizem: ‘Se alguém jura pelo Templo, não fica obrigado, mas se alguém jura pelo ouro do Templo, fica obrigado’. 17 Irresponsáveis e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18 Vocês dizem também: ‘Se alguém jura pelo altar, não fica obrigado, mas se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado’. 19 Cegos! O que vale mais: a oferta ou o altar que santifica a oferta? 20 De fato, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22 E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado. 23 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês pagam o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixam de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar aquilo. 24 Guias cegos! Vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo. 25 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês limpam o copo e o prato por fora, mas por dentro vocês estão cheios de desejos de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpe primeiro o copo por dentro, e assim o lado de fora também ficará limpo. 27 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão! 28 Assim também vocês: por fora, parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês constroem sepulcros para os profetas, e enfeitam os túmulos dos justos, 30 e dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’. 31 Com isso, vocês confessam que são filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Pois bem: acabem de encher a medida dos pais de vocês! 33 Serpentes, raça de cobras venenosas! Como é que vocês poderiam escapar da condenação do inferno? 34 É por isso que eu envio a vocês profetas, sábios e doutores: a uns vocês matarão e crucificarão, a outros torturarão nas sinagogas de vocês, e os perseguirão de cidade em cidade. 35 Desse modo, virá sobre vocês todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês assassinaram entre o santuário e o altar. 36 Eu garanto a vocês: tudo isso acontecerá a essa geração.»

04. Situações de Vida( Exemplos e Testemunhos)
Aplicação
Philipp Yancey “Durante anos pensei que o sermão do monte fosse um modelo para o comportamento humano que ninguém conseguiria seguir. Lendo-o de novo, descobri que Jesus pronunciou essas palavras não para nos sobrecarregar, mas para nos dizer como Deus é. O caráter de Deus é a matriz do sermão do monte. Por que deveríamos amar os nossos inimigos? Porque o Pai clemente faz o seu sol nascer sobre maus e bons. Por que ser perfeito? Porque Deus é perfeito. Por que acumular tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e vai nos recompensar prodigamente. Por que viver sem medo e sem preocupações? Porque o mesmo Deus que veste os lírios e a vegetação do campo prometeu cuidar de nós. Por que orar? Se um pai terrestre dá pão e peixe ao filho, quanto mais o Pai no céu dará boas dádivas àqueles que lhe pedirem.
Como poderia não ter percebido isso? Jesus não proclamou o sermão do monte para que nós, como Tolstoi, vincássemos a testa em desespero por não conseguirmos alcançar a perfeição. Ele o deu para nos transmitir o Ideal de Deus para o qual não devemos nunca parar de avançar, mas também para nos mostrar que nenhum de nós jamais atingirá esse Ideal. O sermão do monte nos força a reconhecer a grande distância entre Deus e nós, e qualquer tentativa de reduzir essa distância de alguma forma moderando suas exigências nos faz errar o alvo completamente.
A pior tragédia seria transformar o sermão do monte em outra forma de legalismo; ele deveria, antes, acabar com todo o legalismo. O legalismo, como os fariseus, vai sempre falhar, não porque seja severo demais, mas porque não é suficientemente severo. Trovejando, o sermão do monte prova indiscutivelmente que diante de Deus todos estão no mesmo nível: assassinos e “pavios-curtos”, adúlteros e concupiscentes, ladrões e cobiçosos. Todos estamos desesperados, e esse é de fato o único estado apropriado para um ser humano que deseja conhecer a Deus. Tendo-se afastado do Ideal absoluto, não temos onde aterrissar, a não ser na segurança da graça absoluta.”

terça-feira, 14 de abril de 2009

UM JOVEM PREOCUPADO

( SEGUNDA PARTE )

O texto bíblico do FATO desta quinzena se encontra no Evangelho de Marcos, capítulo 10, versículos 17 a 27.

3 - Era Religioso. Tinha posição, como nos afirma Lucas, o que indica que era líder da Sinagoga em sua cidade ( Lucas 18.18) Era um homem zeloso da Lei, observador dos seus preceitos. No entanto, sentia não estar de posse da vida eterna. Realmente, não basta ter religião para ser salvo. As religiões não são diferentes caminhos para os céus. Há um único caminho que leva a Deus: JESUS CRISTO, e quem não o possui, sendo sincero, não pode sentir-se perfeitamente satisfeito. O temperamento sinceramente religioso alcança a plena satisfação somente em Cristo Jesus. Este moço, fiel à sua religião, sentia que havia alguma coisa que ainda não encontrara.

4 - Era corajoso. Era muita ousadia daquele moço procurar a Jesus, quando os mais velhos se opunham a ele e não viam nele bem algum.Contudo, ele vai até jesus, declara estar certo da sua bondade, sem receio de ser perseguido ou censurado pelos líderes religiosos. É um exemplo de coragem moral. A mocidade muitas vezes é louvada por sua coragem, seu heroísmo nos campos de batalha, mas devia almejar ainda mais a coragem moral, que nos habilita a atitudes tais como a deste moço. Vencer o eu, vencer o mundo, vencer o grande número, a maioria, a sociedade, é vitória mais para se desejar que as conquistadas no terreno material.

5 - Era bom caráter. Temos a prova disso na sua obediência aos mandamentos de Deus. Jesus lhe fez referências aos mandamentos da segunda tábua da lei: não matarás, não furtarás, não adulterarás, etc; ele responde que tem guardado há algum tempo. Era zeloso na observância da lei moral. Amava ao seu próximo (Mateus 19.19). Era um excelente caráter moral, bom vizinho, bom filho, bom cidadão, bom membro da sociedade.

B - SUA CARÊNCIA

Mesmo sendo humilde, sendo justo, religioso, corajoso e de bom caráter, ainda não tinha tudo. Estava faltando alguma coisa. Sentia não estar de posse da vida eterna. Queria a vida plena que não se acaba com a morte, a vida que tem qualidade, que satisfaz. Queria a felicidade temporal e eterna, a qual não havia encontrado na sua religião, na sua riqueza e na sua moral impecável. Sentia que para ter a vida eterna precisava conhecer o segredo da sua conquista, e por isso perguntou a Jesus; "Que hei de fazer para herdar a vida eterna?" Infelizmente a sua pergunta já revelava o erro das suas concepções a reseito da vida eterna. A vida eterna, como você sabe prezado leitor, depende não de fazer, mas de ser. E ele queria fazer sem ser.

Mas, está você se perguntando prezado leitor e amigo, o que faltava ao jovem? Jesus disse que faltava uma coisa na vida dele, sem ela não poderia ter a vida eterna que procurava.

Então Jesus lhe diz: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então vem e segue-me.

Então, caro amigo leitor, o que estava faltando àquele moço? A pobreza? A fé? Amor ao próximo?

Tenha um pouquinho de paciência que no próximo número mostraremos o que realmente falta àquele moço para que ele ganhasse a vida eterna que tanto queria.

Texto de ASSIS FERREIRA DA SILVA Extraído de FOLHA DO ASSIS http://br.geocities.com/asfersilva

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Além da obediência, a rebeldia pascoal

Se você já se questionou sobre o que o futuro lhe reserva terá uma leve idéia da angústia que se abateu na alma daquele palestino às vésperas do domingo de páscoa.

A “Paixão de Cristo”, o filme premiado de Mel Gibson inicia-se naquele momento crucial, onde a vontade do Filho se dobra definitivamente à vontade do Pai, no Getsêmani, quando a angústia atinge seu ponto mais fundo e o suor de Jesus se converte em sangue.

O autor da epístola aos Hebreus expõe esse episódio de forma paradoxal: Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu (Hb 5:8). Por que o “ainda” ou o “embora”? Não deveria estar ali um “porque” ou “pois”? Não são justamente os filhos que aprendem a obedecer?

Obediência... Palavra cultivada nos quartéis ou pátios escolares, nas salas e nos escritórios, nos chãos de fábricas ou nos campos agrícolas. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, diz a sabedoria popular. A definição mais simples e precisa do termo encontra-se no Aurélio: Submissão à vontade de alguém. O Filho se submete à vontade do Pai.

Mas obediência significa desobediência. Para obedecer ao Pai, o Filho teve que desobedecer outras autoridades. Por isso mesmo foi penalizado.

Não é de se estranhar que Satanás ao tentar o Mestre no deserto lhe impõe ordens: Transforme! Se atire! Adore-me!

O cientista Stanley Milgram deixou claro em seu famoso experimento os perigos da obediência cega. A sétima arte nos mostra essa verdade várias vezes, das quais a preferida minha é o filme “Uma questão de Honra”, onde Tom Cruise e Demi Moore fazem o papel de advogados da Marinha Americana que desmascaram um general autoritário encenado por Jack Nicholson, que por abuso de poder causa a morte de um oficial inocente. Também as páginas da história nos trazem períodos negros como o nazismo que se sustentava no senso de responsabilidade e obediência cega às autoridades.

É mais do que comum pensar-se que temos um Deus que exige de nós, suas criaturas, obediência incondicional. Afinal não seria esse, o tropeço inicial de Adão e Eva? Não teria Deus testado nosso pai na fé, Abraão, justamente nesse quesito, ao pedir-lhe seu único filho, Isaac? Não. Deus nunca solicitou isso de suas criaturas.

Se não fosse por sua rebeldia Jesus jamais seria crucificado. Teria levado uma vida fácil, teria gozado de prestígio e poder. E nós estaríamos condenados eternamente. Mas Jesus desobedeceu. Ele não satisfez os caprichos da legislação romana e nem do legalismo judeu. E muito mais do que isso, Ele foi além da obediência à lei Mosaica.

Fomos ensinados, ou no mínimo acostumados, a pensar que Deus tinha um plano estabelecido e detalhado para seu Filho que culminaria com sua crucificação. Pensamos que Jesus ciente deste futuro tenebroso fazia os movimentos precisos de forma a se encaixar perfeitamente nesse plano. Tudo regado com muito jejum, muita oração e muita espiritualidade. O fato, porém, é que se nossa teologia diz isso, ela deveria afirmar também que Deus tinha um robô espiritual e não um Filho de carne e osso.

Não estou negando com isso que Deus tivesse um plano, ou que houvesse um futuro predeterminado. Não. Obviamente havia pontos fixos, tais como a traição de um amigo, a crucificação entre bandidos, o sorteio das vestes ou a sepultura de um rico. Tais fatos, porém se apresentavam como profecias que se cumpriam para nos sinalizar a identidade do Messias e não como alvos a serem atingidos ou compromissos agendados dos quais Jesus não pudesse fugir.

O fato que tentamos evitar, mas que temos que encarar de frente é que a obediência que Deus requereu do Cristo, Ele requer de nós também. E não se deu através de provinhas do tipo faça ou não faça, mas sim em questões mais amplas de caráter, do tipo humildade, mansidão, misericórdia e perdão para com indivíduos caídos. Essa é a obediência, que o levou à cruz, da qual Paulo fala, “pela obediência de um muitos serão feitos justos”.

Mais do que um plano maravilhoso para sua vida, o que a Páscoa nos mostra, é que Deus, através de você está ainda a planejar uma nova história de vida marcada pela graça e pela justiça conquistadas há mais de 2000 anos por um simples carpinteiro que amou até as últimas conseqüências, de tal forma, que nem a morte conseguiu segurá-lo.

às 05:32 2 Pitacos
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