terça-feira, 10 de março de 2009

Mundinho "sem graça"

Estava vendo TV essa semana, uma quinta à noite(26 de fevereiro/2009), quando passei por um canal evangélico, coisa que não fazia há muito tempo, pois de uns tempos pra cá, o nível dos canais evangélicos caíram bruscamente. Bom, mas continuando, passei por um canal que é daqui de BH e resolvi parar, era um programa pertencente a um ministério de música muito famoso no Brasil.

A primeira coisa que me chamou atenção(e foi isso que fez com que eu parasse no canal) foram as imagens paradisíacas de um determinado local, mas logo o VT parou e a líder desse ministério entrou em um ônibus e em seguida começou a descrever o local, não a cidade em si ou suas atividades, mas o local, no caso, a Praia de Iracema em Fortaleza, na sua descrição parecia que ela estava descrevendo o próprio inferno, o que me deixou bobo é como que alguém que diz ter Deus na vida pode descrever um lugar lindo como aquele sem ao menos fazer algum tipo de ressalva antes. Pois bem, que falasse das atividades ilegais, pecaminosas e nada edificantes que ali acontecem, mas falar só isso? Será que foi o diabo que criou aquele lugar? Na minha Bíblia não diz isso não, na minha Bíblia diz que foi Deus, o Criador.

Eu, antes de falar qualquer coisa a respeito de qualquer atividade nada edificante que ali possa ocorrer, não perderia tempo ao contemplar aquela criação de Deus e depois faria uma observação sobre o que possa acontecer ali de degradante.


Mas continuemos, eu antes de vir para o computador escrever, resolvi dar mais uma chance para não parecer injusto ou fazer um julgamento precipitado, e infelizmente a minha volta a tv não colaborou muito, depois que o vt terminou a apresentadora e líder desse ministério veio com um papo embromation à respeito de demônios territoriais.

Bom, por incrível que pareça, não é muito o lado teológico que me chamou a atenção não, mas a falta de um olhar gracioso, de beleza, pessoas que dizem servir a Deus mas o seu olhar não é o mesmo do olhar de Deus. Não que eu saiba exatamente como seja o olhar de Deus, mas pela Bíblia sabemos que é um olhar amoroso e cheio de graça.

Infelizmente não é a primeira vez que a líder desse ministério esquece de colocar o óculos da graça quando se manifesta a respeito de algum lugar ou de alguém. Em Olinda, num evento que iria acontecer lá, ela relatou com alegria quando falou da morte de um carnavalesco(figura importante para aquela localidade), depois, como pegou mal, ela tentou se retratar, mas o que ficou, ficou, e a sua retratação também não foi tão significante assim.

O que acho peculiar, é que o mesmo olhar que acha demônios e só isso em lugares paradisíacos como a Praia de Iracema, muda ao olhar para Israel,
digo isso porque na platéia desse show várias pessoas impunhavam a bandeira de Israel, e sei que o referido ministério é simpático a essa visão também.

Israel, desde 1947 já matou centenas de milhares, senão milhões de palestinos, a maior parte deles civis, principalmente mulheres e crianças. O principal objetivo desse país tão idolatrado, em todas as suas ofensivas contra a Palestina é o extermínio total do povo desse país, objetivo esse que já foi declarado abertamente.

É óbvio que Israel tem muita importância na história bíblica e da salvação, mas suas ações hoje, nada tem a ver com isso, e não pode ser olhado com vistas grossas. Tem que ser levado em conta, e reprovado por quem se diz verdadeiramente cristão.

Ao meu ver, na pior das hipóteses, as visões teriam que ser invertidas, pois aquela nação que hoje pratica essas barbáries foi o povo escolhido de Deus, não só isso, foi onde Deus escolheu também que Seu Filho nascesse, morresse e ressuscitasse. Israel foi o povo a quem Deus primeiramente se revelou. Eles sabem o que estão fazendo e contra quem estão se rebelando.

No entanto, não posso dizer o mesmo à respeito das pessoas que frequentam de maneira particular aquela praia. Não posso afirmar que todas ali já ouviram falar do amor de Deus ou conhecem o Deus de Israel, e com certeza, chegar como turista numa determinada localidade e ficar ultrajando aquele lugar, principalmente porque foi um lugar que abriu suas portas para que aquele determinado ministério vendesse seus CDs, DVDs, camisas, posters e obviamente os seus ingressos, e cada um desses itens, nada baratos.

Em contrapartida a visão que essa líder nos ofereceu foi extremamente barata, é a visão de uma criança mimada que quando recebe um presente, o desdenha, nada a ser comparado a uma atitude que reconhece que lhe foi entregue um presente que não lhe custou nada, mas custou tudo para quem a presenteou. A falta de beleza demonstrada na descrição do local, que depois fui procurar as fotos pra ver e fiquei bobo de tão bonito que é o local, me fez lembrar imediatamente de um trecho de uma música que eu amo. E podem me chamar do que quiser, mas para mim, não só o trecho, como a música é uma das melhores descrições que ouvi até hoje sobre a graça.

A graça encontra beleza em tudo.(U2)

sábado, 7 de março de 2009

AS BEM-AVENTURANÇAS- OS MANSOS

Interpretação ( O que é?)Dicionário Aurélio: 1. Qualidade ou estado de manso.
2. Índole ou procedimento pacífico de quem é manso; brandura. Serenidade, tranqüilidade, calma.
A mansidão se carecteriza pelo comportamento dominado pela humildade, pela ternura e pela suavidade. "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração", era o que ensinava Jesus aos seus discípulos. A prepotência, a arrogância, a intolerância é o avesso do ensinamento de Jesus. UMA PESSOA DOTADA DO ESPÍRITO DE MANSIDÃO é aconchegante, cativa o seu semelhante e torna a convivência gratificante para todos que com ela se relacionam. “Se queres um amigo, cativa-me. Cativar é criar laços, ensinava o Pequeno Príncipe à raposa. Foi a intolerância que arrastou Madalena para a condenação pública numa praça para ser julgada por Jesus. E Jesus, tolerante, manso e humilde de coração foi transformando gradualmente os corações DE TODOS OS PRESENTES a ponto de torna los mansos e dóceis aos ensinamentos de Jesus.
Análise( Por que e para que)A mansidão é uma qualidade excepcional para a convivência entre as pessoas. A pessoa meiga. atraente, dócil e agradável sempre atrai os outros para si. É uma virtude arrebatadora de corações alheios, pois comunica ternura, PACIÊNCIA, tolerância com as escolhas, benevolência e bem estar. Todos gostam de se acercar de uma pessoa meiga, pois sabem que a convivência com ela é sempre agradabilíssima e gratificante. Muito diferente das pessoas petulantes, asquerosas, briguentas, agressivas, ríspidas e intransigentes, que sempre afastam os outros delas.
Quem convive com uma pessoa meiga vive em um mar de rosas e em permanente felicidade. É por isto que Jesus disse que
estas pessoas possuirão a terra
, pois conquistam o coração dos outros e vivem em paz e harmonia permanentes.
As guerras e as desavenças entre as pessoas, entre marido e mulher , entre pais e filhos, entre irmãos e familiares, entre colegas de trabalho, entre superiores e subordinados, entre parentes e vizinhos são produzidas por ausência de mansidão no coração das pessoas e dos governantes . Traumas de criação, drogas e uso inveterado de bebidas geralmente estão por trás dos comportamentos ríspidos e intolerantes, resultado de neuroses que não foram resolvidas ou da ausência de Deus no coração das pessoas que as impedem de serem dóceis e misericordiosas.

Situações de Vida( Exemplos e Testemunhos)
Conhecemos as histórias de vários casais que viveram dramas desagradáveis de convivência por falta de mansidão. Na maioria deles a ausência de mansidão gerou a separação. Os esposos, vítimas da bebida e de seus traumas de vida tinham dois comportamentos. Sem bebida eram pessoas maravilhosas, meigas e agradáveis. Bom marido, bom companheiro, diligente e prestativo. Mas quando bebiam tornam-se outras pessoas: agressivas e insuportáveis. A separação acaba sendo o único remédio para muitos deles.Pessoalmente só em uma situação pudemos festejar com alegria a reconciliação de um casal nesta situação, ele psicologo e ela professora que festejaram a reconcilição com uma maravilhosa viagem a Europa e um agradecimento especial a Deus aos pés da Rainha da Paz, em Medjgore.
Exemplos Bíblico
PRECE DE UM JUIZ
AJUDA-ME SENHOR, a ser justo e firme, honesto e puro, comedido e magnânimo, sereno e humilde. Que eu seja implacável com o erro, mas compreensivo com os que erraram. Amigo da verdade e guia dos que a procuram. Aplicador da lei, mas antes de tudo, cumpridor da mesma. Não permita jamais que eu lave as minhas mãos como Pilatos diante do inocente, nem atire , como Herodes, sobre os ombros do oprimido, a túnica do opróbrio. Que eu não tema César e nem, por temor dEle, pergunte ao poviléu, se ele prefere "Barrabás ou Jesus "...Que o meu veredito não seja anátema candente e sim mensagem que regenera, a voz que conforta, a luz que clareia, a água que purifica, a semente que germina, a flor que nasce no estrume do coração humano.
Que a minha sentença possa levar consolo aos atribulados e alento ao perseguido. Que ela possa enxugar as lágrimas da viúva e o pranto dos órfãos.
E quando diante da cátedra em que assento desfilarem os andrajosos, os miseráveis, os párias sem fé e sem esperança nos homens, espezinhados, escorraçados, pisoteados e cujas bocas salivam sem ter pão e cujos rostos são lavados nas lágrimas da dor, da humilhação e do desprezo, AJUDA-ME SENHOR, a saciar a sua fome e sede de justiça(...)
AJUDA-ME SENHOR, Quando me atormentar a dúvida, ilumina o meu espírito; quando eu vacilar, alenta a minha alma; quando eu esmorecer, conforta-me; quando eu tropeçar, ampare-me.

E QUANDO UM DIA, finalmente, eu sucumbir e já então como réu comparecer à Tua Augusta Presença para o último Juízo, olha SENHOR, compassivo para mim. Dita , SENHOR, a Tua Sentença. Julga-me como um Deus.
Eu julguei como homem.

( Obs. O autor desta belíssima e comovente oração, Dr. João Alfredo Medeiros Vieira foi Juiz de Direito da 9ª Circunscrição Judiciária de Santa Catarina, com sede em Joaçaba).

quarta-feira, 4 de março de 2009

UM PEQUENO GRANDE HOMEM

O FATO desta quinzena tem como texto bíblico o Evangelho de Lucas, no capítulo 19, versículos 1 a 10, cujo conteúdo é rico, variado e nos mostra como Deus pode exercer extraordinária transformação quando ocorre um encontro com Jesus como aconteceu com o nosso grande homem.

INTRODUÇÃO

Há uma grande semelhança entre o jovem rico e Zaqueu, pois ambos tinham a mesma preocupação: a herança da vida eterna. Embora tivessem um estilo de vida completamente diferente, a necessidade básica dos dois era uma só. Eram homens diferentes, com origens e formação diferentes, provavelmente de idade diferentes também. Cada um tinha vindo de um ambiente e de uma cultura e tinham cada um a sua história.

Zaqueu provém de uma palavra hebraica traduzida como "justo". Ele era de Jericó, uma cidade muito próspera que ficava perto da fronteira da Peréia, e distava cerca de 24 km de Jerusalém. Era líder dentre os publicanos, isto é, chefe dos cobradores de impostos. Recebia, assim, comissão sobre tudo que era arrecadado.

A - SUAS QUALIDADES

1. Era curioso. Ele procurava ver quem era Jesus ( versículo 3 do texto básico(. Apesar de rico, apesar de chefe dos demais coletores de impostos daquele distrito, desejava conhecer alguém muito especial, um homem famosos por seus feitos poderosos, que andava fazendo o bem.Muitas vezes pensamos na curiosidade como defeito, mas muitas ve\zes também nos enganamos. A curiosidade fútil de conhecer os males da vida alheia para divulgá-los é um mal, é pecado diante de Deus, mas curiosidade sã, que tem por objetivo adquirir conhecimento de alguma coisa útil e boa é uma virtude. Zaqueu era curioso no bom sentido do termo. O crente deve ser curioso nessa sentido. Ele deve estar interessado em devassar os segredos da Palavra de Deus, e crescer no conhecimento da vida espiritual para se tornar mais sábio e eficiente. A curiosidade é útil à investigação. Não existiria a ciência moderna se os cientistas não fossem curiosos. Por isso a curiosidade de Zaqeu deve ser considerada por todos nós, amado leitor, uma virtude e não um defeito. A curiosidade em si não é um mal. O seu motivo é que a torna boa ou má. O motivo de Zaqueu era conhecer Jesus, e esse motivo é sempre muito bom.

2. Era determinado. Ele não podia ver Jesus, porque era muito pequeno. Então teve uma idéia. Viu uma árvore a certa distância, correu e subiu nos seus galhos. Lá de cima pode descobrir o Mestre. O fato de subir na árvore haveria de chamar a atenção do povo. Mas, ele havia proposto ver Jesus, e tudo faria para realizar o seu objetivo. Tinha determinação, era resolvido. Sabia agir com presteza. É essa uma ótima qualidade no homem. Infelizmente daqueles que sofrem da vontade e são indecisos, irresolutos sem iniciativa. Na vida espiritual a determinação é de valor. Há muitas pessoas que ficam por longo tempo vacilantes, indecisas diante de Cristo. Conhecem-no, mas estão sempre adiando a sua decisão. Parece que são imóveis no espírito, incapazes de resolver. Zaqueu não era assim. As suas resoluções foram rápidas, desde que o objetivo já estivesse definido. Nós também devemos ser assim. Se somos cristãos, vamos viver como cristãos; se gostamos da igreja de Cristo, vamos nos filiar a ela, sem demora.

3. Era hospitaleiro. Jesus lhe disse que desejava hospedar-se com ele naquele dia (v.5). Desceu depressa e cheio de alegria o recebeu (v.6). Talvez hospedasse poucas pessoas, porque sendo chefe dos publicanos não era estimado (v.7), mas no seu coração existia a boa disposição de hospedar amigos. a sua casa estava pronta para receber o grande homem que chegava à sua cidade. A hospitalidade prazeirosa é uma qualidade que tem que ser inerente ao cristão (Hebreus 13.2; 1 Pedro 4.9-10).

4. Era um grande pecador. Tinha várias virtudes, mas era um grande faltoso diante de Deus e da sociedade. A primeira prova de que era grande pecador se encontra no fato de ser chefe dos publicanos e rico. Como sabemos, os publicanos eram os coletores de impostos para o governo romano, o qual exigia uma certa importância dos coletores, mas pouco se incomodava que eles agissem mal cobrando além do que era justo. Zaqueu, como chefe dos publicanos, estava em melhores condições para roubar nos impostos. Por isso a sua riqueza devia ser em grande parte roubada. Um comentarista diz que Zaqueu era um velhaco. Por causa das suas atividades era odiado pelos patriotas e desprezado pelos elementos bons da sociedade. Como um velhaco cobrador do imposto não podia merecer a consideração da sociedade e como um agente do governo estrangeiro e que dominava, não podia agradar aos patriotas. Era faltoso em todos os sentidos, tanto diante de Deus como diante dos homens. Mas a maior prova de que ele era um grande pecador encontramos no versículo dez, onde Jesus diz " O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido". Era um perdido e Jesus conversou com ele para salvá-lo,

O próprio Zaqueu sentia os seus pecados, as suas faltas, e por isto sentia falta de paz. O ímpio não tem paz, disse o profeta, e ele era um ímpio. Mesmo sendo rico, não era feliz. Certamente, com alguma freqüência, a sua consciência se despertava pra torturá-lo. Era judeu e conhecia a lei. Sentia pesar sobre a sua alma a justiça do Senhor e desejava encontrar perdão para os seus pecados, mas não conhecia os meios próprios para consegui-lo. O formalismo do templo não podia ajudá-lo. Ele não gozava da simpatia do povo. Era um desprezado, ele um elemento asqueroso da sociedade. Ele, com o seu temperamento hospitaleiro, alegre, jovial devia sentir-se mal com tudo aquilo. Desejava mesmo uma mudança de vida. Vejamos o que sucedeu com ele.

B - SEU ENCONTRO COM CRISTO

O importante da passagem de Jesus por Jericó foi o encontro que teve com Zaqueu. Consideremos esse encontro:

1 - Zaqueu procurou encontrar-se com Jesus. Ele ficou ocupado em procurar Jesus. O seu desejo era muito grande de ver o Mestre. A sua atitude é a do faminto que espera achar o pão e a do sedento que vislumbra uma fonte de água. Porém, apareceram algumas dificuldade, as quais procurou vencer. A primeira delas foi a sua estatura. Ele era pequeno e se não tomasse alguma providência, perderia a oportunidade. Assim sendo, correu e subiu numa árvore. Outra dificuldade que teve de enfrentar foi o fato de ser um publicano. O povo não gostava dele. Os que estavam interessados em Jesus haveriam de se aborrecer. Mesmo os outros publicanos estranhariam a sua atitude. Uma terceira dificuldade era a sua riqueza. Jesus era pobre e andava acompanhado de homens pobres. A aparência dele revelaria logo a sua condição material. Interessar-se pelo Mestre era correr o risco de ter de sustentar aquele grupo todo de discípulos. Mas ele deixou a questão das riquezas para o lado e procurou realizar o seu desejo.
Texto de Assis Ferreira da Silva, extraído de FOLHA DO ASSIS

(Continua no Próximo Número)

domingo, 1 de março de 2009

AS BEM-AVENTURANÇAS- OS PACÍFICOS

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!

OS ANJOS ANUNCIARAM A CHEGADA DE JESUS COM ESTE HINO DE LOUVOR:
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.
Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
"Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade".
Era próprio de Jesus saudar os apóstolos com a expressão “A PAZ ESTEJA CONVOSCO!” E Jesus é também chamado o Príncipe da PAZ. E usava sempre expressões como estas: A paz esteja convosco! Eu vos dou a minha paz.

João Paulo II dizia: ” A verdadeira paz é fruto da justiça, virtude moral e garantia legal que vela sobre o pleno respeito de direitos e deveres e a equitativa distribuição de benefícios e encargos. Mas, como a justiça humana é sempre frágil e imperfeita, porque exposta como tal às limitações e aos egoísmos pessoais e de grupo, ela deve ser exercida e de certa maneira completada com o perdão que cura as feridas e restabelece em profundidade as relações humanas transtornadas. Isto vale tanto para as tensões entre os indivíduos, como para as que se verificam em âmbito mais alargado e mesmo as internacionais.
O perdão não se opõe de modo algum à justiça, porque não consiste em diferir as legítimas exigências de reparação da ordem violada; mas visa sobretudo aquela plenitude de justiça que gera a tranquilidade da ordem, a qual é bem mais do que uma frágil e provisória cessação das hostilidades, porque consiste na cura em profundidade das feridas que sangram nos corações. Para tal cura, ambas, justiça e perdão, são essenciais.”
E mais: “. Neste grande esforço, os líderes religiosos têm uma sua responsabilidade específica. As confissões cristãs e as grandes religiões da humanidade devem colaborar entre si para eliminar as causas sociais e culturais do terrorismo, ensinando a grandeza e a dignidade da pessoa e incentivando uma maior consciência da unidade do gênero humano. Trata-se de um campo concreto do diálogo e da colaboração ecumênica e inter-religiosa, colocando as religiões ao serviço da paz entre os povos. “
. Orar pela paz significa rezar pela justiça, por um reto ordenamento no âmbito das Nações e nas relações entre elas. Quer dizer também rezar pela liberdade, especialmente pela liberdade religiosa, que é um direito humano e civil fundamental de cada indivíduo. Orar pela paz significa rezar para alcançar o perdão de Deus e, ao mesmo tempo, crescer na coragem de que necessita quem, por sua vez, quer perdoar as ofensas sofridas.
. Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão: eis o que quero anunciar nesta Mensagem a crentes e não crentes, aos homens e mulheres de boa vontade, que têm a peito o bem da família humana e o seu futuro.
Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão: é o que quero lembrar aos que detêm as sortes das comunidades humanas, para que nas suas graves e difíceis decisões, se deixem sempre guiar pela luz do verdadeiro bem do homem, na perspectiva do bem comum.
Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão: não me cansarei de repetir esta advertência a todos os que, por uma razão ou por outra, cultivam dentro de si ódio, desejo de vingança, propósitos de destruição.
Na realidade, a verdadeira paz é « obra da justiça » (Is 32, 17)
Como já foi dito, a paz é um produto da justiça. E para Santo Agostinho PAZ é a tranqüilidade na ordem.
Poderíamos afirmar que as principais características da PAZ podem ser encontradas nesta belíssima oração de São Francisco:

SENHOR ! fazei-me instrumento de vossa paz,
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó MESTRE, fazei que eu procure mais,
Consolar, que ser consolado,
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

O JORNALISTA evangélico norteamericano Philip Yancey, no seu excelente livro JESUS QUE EU NUNCA CONHECI, dedica um capítulo deste livro para fazer uma profunda reflexão sobre as Bem-Aventuranças. Com relação aos pacificadores ele descreve os desafios de Gandhi e do Pastor Mather Luther King Jr. Para cumprirem fielmente este propósito aprendido com a mensagem de Jesus. Como Jesus, eles também se tornaram modelares defensores da não violência a ponto se sofrerem o martírio da própria vida para serem fieis ao cumprimento desta mensagem de Jesus. É desse livro a reflexão a seguir”
“Cresci em Atlanta, do outro lado da cidade de Martin Luther King, Jr., e confesso com alguma vergonha que, enquanto ele liderava passeatas em lugares como Selma, Montgomery e Memphis, eu estava do lado dos policiais brancos com os seus cassetetes e cães pastores. Fui rápido em apontar suas falhas morais e lento em reconhecer meu próprio pecado de cegueira. Mas, porque ele permaneceu fiel, oferecendo o seu corpo como alvo, nunca como arma, ele atravessou meus calos morais.
O alvo em si, King costumava dizer, não era derrotar o homem branco, mas “despertar um sentimento de vergonha dentro do opressor e desafiar o seu falso senso de superioridade [...] O fim é a reconciliação; o fim é a redenção; o fim é a criação da comunidade bem-amada”. E foi o que Martin Luther King, Jr. finalmente conseguiu despertar, até mesmo em racistas como eu.
King, como Gandhi antes dele, morreu como mártir. Depois de sua morte, mais e mais pessoas começaram a adotar o princípio do protesto sem violência como meio de exigir justiça. Nas Filipinas, depois do martírio de Benigno Aquino, pessoas comuns derrubaram um governo reunindo-se nas ruas para orar; tanques armados foram interceptados por filipinos ajoelhados, como se fossem bloqueados por uma força invisível. Mais tarde, no notável ano de 1989, na Polônia, na Hungria, na Checoslováquia, na Alemanha Oriental, na Bulgária, na Iugoslávia, na Romênia, na Mongólia, na Albânia, na União Soviética, no Nepal e no Chile, mais de meio bilhão de pessoas descartaram-se do jugo da opressão por meios não-violentos. Em muitos desses lugares, especialmente nas nações da Europa Oriental, a igreja liderou o caminho. Os demonstradores marcharam pelas ruas carregando velas, cantando hinos e orando. Como nos dias de Josué, os muros desmoronaram.
Os pacificadores serão chamados filhos e filhas de Deus.”

John Stott nos oferece a seguinte reflexão sobre este mesmo tema
“Cada cristão, de acordo com esta bem-aventurança, tem de ser um pacificador, tanto na igreja como na sociedade. É verdade que Jesus diria mais tarde que não viera "trazer paz, mas espada", pois veio "causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra", de modo que os inimigos do homem seriam "os da sua própria casa". E com isso ele queria dizer que o conflito seria o resultado inevitável da sua vinda, até mesmo dentro da família, e que, para sermos dignos dele, teríamos de amá-lo mais e colocá-lo em primeiro lugar, até mesmo acima de nossos entes mais próximos e mais queridos. Entretanto fica mais do que explícito, através dos ensinamentos de Jesus a seus apóstolos, que jamais deveríamos nós mesmos procurar o conflito ou ser responsáveis por ele. Pelo contrário, somos chamados para pacificar, devemos ativamente "buscar" a paz, "seguir a paz com todos" e, até onde depender de nós, "ter paz com todos os homens".
Mas a pacificação é uma obra divina, pois paz significa reconciliação, e Deus é o autor da paz e da reconciliação. Na verdade, exatamente o mesmo verbo que foi usado nesta bem-aventurança o apóstolo Paulo aplicou ao que Deus fez através de Cristo. Através de Cristo, Deus se agradou em "reconciliar consigo mesmo todas as cousas", "havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz". E o propósito de Cristo foi "que dos dois (sc. judeu e gentio) criasse em si mesmo novo homem, fazendo a paz". Portanto, quase não nos surpreende que a bênção particularmente associada aos pacificadores é que eles "serão chamados filhos de Deus", pois estão procurando fazer o que seu Pai fez, amando as pessoas com o amor dele, como Jesus logo tornaria explícito. O diabo é que é agitador; Deus ama a reconciliação e, através dos seus filhos, tal como fez antes através do seu Filho unigênito, está inclinado a fazer a paz.
Isto nos faz lembrar que as palavras "paz" e "apaziguamento" não são sinônimas; e a paz de Deus não é paz a qualquer preço. Ele fez a paz conosco a um preço imenso, o preço do sangue que era a vida do seu Filho unigênito. Nós também, embora em escala menor, vamos descobrir que fazer a paz é um empreendimento custoso(...). Muitos exemplos poderiam ser dados de paz através do sofrimento. “
Exemplos Bíblicos
Lucas 10 E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa.
E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós.
Lucas 24 36 Enquanto ainda falavam nisso, o próprio Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: [Paz] seja convosco.
João 20 19 Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: [Paz] seja convosco.
15 [Paz] seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos nominalmente. ( É a saudação de São João )
Mas é no finalzinho do Capítulo 5 de Mateus que Jesus mostra para a multidão no monte o roteiro a ser seguido pelo pacificador cristão:
“Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente.
Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra.
Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa.
Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil.
Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado.
Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem.
Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.
Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?
Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito
Continuaremos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sermão da Montanha

 O Sermão da Montanha é a Carta Magna da doutrina cristã deixada por Jesus para toda a humanidade. Ele contém os ensinamentos mais importante para a nossa salvação. Nele Jesus esclarece passagens do Velho Testamento e coloca luzes, muitas luzes mesmo, nos caminhos do cristão. JESUS nos ensina neste sermão como devemos viver a nossa fé, quais os pontos que precisam ser considerados para estarmos de acordo com a vontade do Pai e de que maneira nós devemos nos comportar para sermos fieis ao projeto de Deus para nossa vida. JESUS colocou aqui todos os pontos nos “ïs” e não deixou margem para qualquer dúvida. Mostra como deve ser a nossa relação com Deus, com nosso semelhante e como devemos reagir diante dos reveses da vida. Ler e meditar o Sermão da Montanha é entrar no coração de Deus para beber a água viva que sai de suas fontes maravilhosas.JESUS começa a proclamar a Boa Nova a partir das Bem-Aventuranças. E nosso propósito, com este texto, é fazer uma reflexão sobre o conteúdo de cada uma das nove mensagens das Bem-Aventuranças, de tal forma que fique entranhado em nós e em nosso coração uma profunda compreensão desta Palavra de Deus.
AS BEM-AVENTURANÇAS
Jesus começa a sua pregação para aquele multidão reunida no monte, em torno dEle, apontando situações humanas comuns que caracterizam a caminhada da humanidade ou situações de dor e sofrimento e o tipo de conseqüência que cada situação poderia produzir. Ele como que sensibiliza e prepara o espírito e o coração de seus ouvintes para tudo o mais que Ele iria apresentar. Fala da pureza, da dor e do sofrimento, das perseguições e do prêmio guardado por Deus aos que são fiéis à sua palavra. E começa com esta sentença:
Bem-aventurados os pobre em espírito, porque deles é o Reino dos céus!Jesus realça primeiro a pobreza de espírito como um valor especial para aquele que deseja receber o benefício do céu. Mas o que venha a ser pobre em espírito ( ou ter um espírito de pobre)?. A pobreza de espírito se caracteriza pela humildade; por um comportamento humano vazio de si mesmo. A pessoa se revela destituída de qualquer sentimento de orgulho e de vaidade, não se julga a tal e nem se põe acima das outras pessoas. Revela simplicidade e está sempre ávida por tudo aquilo que possa receber ou adquirir. A pessoa pobre em espírito se encaixa naquele perfil que são Paulo descreve em Coríntios 13 falando sobre o amor, a saber: ´O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.Estas são as credenciais que devem portar as pessoas pobres em espírito. Elas são destituídas de si mesmas; são pacientes e puras e sempre ávidas das coisas de Deus. A Bíblia está repleta de ensinamentos e de situações que revelam presença ou ausência da POBREZA DE ESPÍRITO no coração das pessoas. Citaremos somente algumas como exemplos. Comecemos com a história do fariseu e do publicano fazendo sua oferta a Deus no templo Disse Jesus “Dois homens subiram ao templo para orar; um fariseu, e o outro publicano.O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: óh! Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho. Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, sê propício a mim, o pecador!Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado”.Jesus mesmo chama a atenção dos apóstolos dizendo-lhes: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.O orgulho, a empáfia, a arrogância são contrários aos ensinamentso de Jesus. O céu é para os simples, para os puros, para os humildes. “Se vocês não forem como estas crianças.... não entrarão no reino do céu”. Ser pacientes e generosos uns para com os outros é a permanente mensagem de Jesus. A pessoa orgulhosa se julga superior às demais e sua prepotência é um impecilho para o amor. (Continuaremos)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

RELIGIÕES E SEITAS

20/02/09 Extraído de ADONAINEWS
Islamismo.

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ISLAMISMO

PROFETA:
Maomé (579-632 d.C). Surgiu por volta de 610 d.C, em Meca e Medina. A sede se encontra em Meca, na Arábia Saudita. As
divisões principais: Sunitas e Xiitas.

ESCRITURAS:
Alcorão, escrito em árabe. El Hadith (as palavras e obras de Maomé). A Lei de Moisés, os Salmos e os Evangelhos são
aceitos pelo Alcorão. Os muçulmanos, entretanto, os consideram adulterados.

DEUS:
Alá é Deus . Ele revelou o Alcorão a Maomé por intermédio do anjo Gabriel. Alá é um juiz severo e não é representado como
amoroso.

JESUS:
Jesus é um dos 124 mil profetas enviados por Deus a diferentes culturas. Abraão, Moisés e Maomé são alguns.Jesus
nasceu de uma virgem, mas não é o Filho de Deus sem pecado. Não é Deus. Não foi crucificado (ascendeu ao céu sem
ser morto) É conhecido como Messias e Ayatollah (Ayat Allah, sinal de Alá). Jesus regressará no futuro para viver e morrer.

ESPÍRITO SANTO:
O Alcorão se refere a Jesus como o Espírito de Deus. Os eruditos muçulmanos vêem o anjo Gabriel como o Espírito Santo.

SALVAÇÃO:
Os homens são basicamente bons, mas falíveis e precisam de direção. O equilíbrio entre as boas obras e as más
determinam o destino eterno: paraíso ou inferno.

MORTE:
Admite a ressurreição dos corpos. Haverá um dia final para julgar e recompensar. O paraíso eterno para aqueles que
creram no Islamismo, o inferno para os infiéis que não aceitaram o Islamismo.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
Os adeptos são chamados Muçulmanos. Vão às mesquitas (templos) para orar, ouvir sermões e conselhos. Esforço santo
para expandir o Islamismo (Jihad). Cinco pilares do Islamismo: confessar que Alá é o único Deus verdadeiro e Maomé o
seu profeta, orar cinco vezes ao dia voltado para Meca, dar esmolas, jejuar durante o mês de Ramadã e fazer uma
peregrinação a Meca (ao menos uma vez na vida).

19/02/09
Cristianismo.

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CRISTIANISMO
FUNDADOR:
Jesus Cristo. Fundado por volta dos anos 30-33 d.C na Judéia, região da Palestina (atual Israel).

ESCRITURAS:
A Bíblia escrita originalmente em hebraico e aramaico (Antigo Testamento) e grego (Novo Testamento).

DEUS:
O Deus Único é Trino (Um Deus em três Pessoas, não três deuses): Pai, Filho e Espírito Santo. Freqüentemente o título
Deus indica a primeira pessoa, Deus Pai. Deus é um Ser Espiritual sem corpo físico. Ele é pessoal e está envolvido com a
humanidade. Criou o universo do nada. É eterno, nunca muda. É santo, amoroso e perfeito.

JESUS:
Jesus é Deus, a segunda pessoa da Trindade. Ele sempre existiu como Deus Filho e não foi criado. É plenamente Deus e
plenamente Homem (duas Naturezas Unidas e não Amalgamadas). Como segunda pessoa da Trindade, é igual a Deus
Pai e Deus Espírito Santo. Para se tornar humano, foi gerado pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria. Jesus é o Único
caminho para ir ao Pai, a Salvação e a Vida eterna. Ele morreu numa cruz, de acordo com o plano de Deus, como um
Sacrifício Completo e expiou os nossos pecados. Ressuscitou dentre os mortos três dias após sua morte, fisicamente
imortal. Durante os 40 dias seguintes foi visto por mais de 500 testemunhas oculares. Suas feridas foram tocadas e ele
comeu diante dos discípulos. Ascendeu fisicamente aos céus. Jesus regressará outra vez, visivelmente e fisicamente, no
fim dos tempos para estabelecer o Reino de Deus e julgar o mundo.

ESPÍRITO SANTO:
O Espírito Santo é Deus, a terceira Pessoa da Trindade. O Espírito Santo é uma pessoa, não uma força ou um campo de
energia. Ele consola, repreende, convence, guia, ensina e se entristece. Ele não é o Pai, nem o Filho, Jesus Cristo.

SALVAÇÃO:
A Salvação é obtida pela Graça de Deus e não pelas obras.A Salvação é recebida pela Fé. Basta crer no coração que Jesus
morreu por nossos pecados e ressuscitou fisicamente, dentre os mortos. Teremos, então, assegurados o perdão e a
ressurreição do nosso corpo. Este é o Plano Amoroso de Deus para perdoar os pecadores.

MORTE:
Depois da morte, todas as pessoas esperam o Juízo Final. As pessoas salvas e as perdidas ressuscitarão. Os salvos
viverão com Jesus nos céus. Os perdidos, porém, sofrerão o tormento (inferno), a separação eterna de Deus. A
ressurreição corporal de Jesus garante aos crentes que eles também terão corpos imortais.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
A adoração em grupo, usualmente praticada nas igrejas. Não há cerimônias secretas. O batismo e a Ceia do Senhor
(comunhão). Trabalho missionário voluntário. Ajuda aos necessitados: pobres, viúvas, órfãos e oprimidos. Os cristãos
crêem que Jesus é o Messias Judeu prometido a Israel no Antigo Testamento. Jesus disse que os seus seguidores
seriam conhecidos pelo amor fraternal.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

FATO: UM PASTOR QUALIFICADO


( SEGUNDA PARTE )

O FATO desta quinzena tem como texto bíblico a Segunda Carta do apóstolo Paula a Timóteo, no capítulo 1 , versículos 3 a 8 e 12 a 14, cujo conteúdo é rico e variado e inclui vários apelos comovedores, especialmente em vista da situação na qual o apóstolo se encontrava. Quatro incumbências e ordens se fazem especìficamente a Timóteo, as quais se relacionam principalmente com sua vida pessoal na qualidade de ministro. A ameaça dos ensinamentos falsos adquire muita importância, tanto nesta Carta como na primeira dirigida a Timóteo.

3 - Timóteo inspirava confança (Filipenses 2.20). Quando Paulo quis enviar um mensageiro a Filipos escreveu: "Espero, no Senhor Jesus enviar-vos brevemente Timóteo.... porque em nenhum outro tenho de igual sentimento que, com honestidade, cuide dos vossos interesses." Mais tarde Timóteo foi deixado em Éfeso, e um escritor diz: "A posição que Timóteo ocupava em Éferso..... era a de um representante de Paulo na sua capacidade apostólica, como tinha sido, anteriormente, em Corinto, Tessalônica e Filipos."

4 - Timóteo gozava de bom testemunho (Atos 16.2). Os irmãos em Listra e Icônio o elogiavam. Já no início de sua carreira cristã vivia retamente, procurando cumprir a lei de Deus em sua vida. Foi por issso, certamente, que Paulo o reconheceu útil para o trabalho, pois uma das qualificações do ministro é gozar de bom testemunho dos que são de fora, para que não caia na desonra (1 Timóteo. 3.7).

5 - Timóteo era um cooperador fiel. Paulo nunca teve uma queixa dele. Na carta aos Romanos diz: "Saúda-vosTimóteo, meu cooperador (Romanos 16.21)". Quando precisou enviar dois obreiros para Macedônia, escolheu Timóteo e Erasto (Atos 19.22). Timóteo era um obreiro fiel e dedicado, que pregava a palavra sem desfalecimento. Paulo achou nele um auxiliar de valor, um cooperador capaz.

6 - Timóteo era tímido. É o que se depreende destas palavras de Paulo: "Se Timóteo for, vede que esteja sem receio entre vós, porque trabalha na obra do Senhor, como também eu; ninguém, pois, o despreze..." (1 Coríntios 16.10 e 11).