segunda-feira, 10 de maio de 2010

PAULO EM CORINTO

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(FINAL)

O texto bíblico do FATO deste número se encontra em 1 Coríntios, capítulos 10 a 13, cujo versículo básicos é: "Mas agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, porém o maior destes é o amor (1 Coríntios 13:13).

Respondendo nossa pergunta final da SEGUNDA PARTE apresentamos abaixo os princípios que Paulo estabeleceu para os casos tipos admissíveis e secundários:

PRIMEIRO - O princípio da edificação espiritual, visando o bem de cada um e de todos ao mesmo tempo (capítulo 10, versículos 23 e 24). O sentido do versículo 23: não é que tudo neste mundo é lícito, porque isto não é exato; e o mesmo Paulo, um pouco antes, já havia vedado a prática dos costumes idolátricos como ilícitos de origem (10:14-22). O sentido está dependendo do contexto. Paulo está, no capítulo, analisando as duas correntes da época, e estudando-as. Tendo concordado que qualquer aliança consciente com os pagãos nos seus costumes idolátricos era em sí apoio à idolatria, Paulo entra na hipótese de que tais alianças eram lícitas, inocentes, secundárias. E é este o ponto aqui: "TODAS AS COUSAS" referem-se às relações com os pagãos e "SÃO LÍCITAS", para admitir a hipótese só para discutí-las.

Paulo, então, fixa o princípio ivulnerável da edificação cristã. É conveniente e é edificante essa aliança com os pagãos? pergunta. Tal princípio deve nortear-nos também nos problemas mal definidos da conduta cristã em qualquer tempo.

SEGUNDO - O segundo princípio estabelecido foi a candura da consciência visando só e em tudo A GLÓRIA DE DEUS (10:25 a 31). Ao cristão não fica bem ficar bisbilhotando problemas nem intrigas de opiniões. Se for à casa de alguém e aí tiver de tomar refeições, receba o que a cordialidade fraternal de outrem, mesmo pago, lhe oferte sem entrar em pesquisas religiosas.

Mas, tendo ciência de que alguém se escandaliza vendo-o à mesa do pagão e comendo suas iguarias dadas a ídolos, evite então de usá-las, não só para a glória de Deus, mas para evitar a amargura da consciência sincera de outrem. Por exemplo, uma pessoa do mundo, que é dada ao jogo, oferece boa oferta à igreja. Pode esta recebê-la? Sim, se o ofertante ou alguém não disser a origem do dinheiro ofertado. Isto é com o doador, diante de Deus. Mas se o doador mesmo ou outrem tiver escrúpulos e revelar à igreja que o dinheiro foi ganho ilicitamente na banca do jogo, já a igreja não deve nem pode receber a oferta.

TERCEIRO - O terceiro princípio é o de tudo fazer visando ao proveito de outrem, seja cristão ou não, com a intenção de salvar a todos (10:32-33). Assim, qualquer prática, mesmo tida como secundária e inocente, que ferir o senso de terceiro, escandalizá-lo, servindo-lhe de tropeço espiritual, deve ser evitada em absoluto. Por exemplo, há cristãos que acham não haver mal em irem assistir ao futebol no dia de domingo. Admita-se; mas o cristão não deve ir, porque seu exemplo vai servir de tropeços a muitos outros e porque não glorifica a Deus com semelhante hábito.

O amor cristão é, pois, um refletor poderoso, que lança luzes no caminho da conduta dos filhos de Deus. Por amor a Deus e ao próximo, renunciam-se privilégios, prazeres, coisas em si inocentes. É uma honra fazê-lo.

Religião boa é a que leva a cruz com prazer, para honra e glória do Senhor e o bem de todos.
Texto de Assis Ferreira da Silva, extraído de http://www.folhadoassis.xpg.com.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PAULO EM CORINTO



(SEGUNDA PARTE)

O texto bíblico do FATO deste número se encontra em 1 Coríntios, capítulos 10 a 13, cujo versículo básicos é: "Mas agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, porém o maior destes é o amor (1 Coríntios 13:13)".

C - A vida mais ampla coroa e continua a vida de amor:

1 - Será uma vida perfeita. Nosso melhor trabalho e mais altos feitos são apenas fragmentários, imperfeitos e isolados. Mas o perfeito há de vir; o amor, então, completado na alma liberta, atingirá a mais alta medida da sua doçura e glória. O cristão aqui é como uma criança; mas lá será um homem. Agora, olha no espelho e vê-se a si mesmo em reflexos obscuros; mas, então, terá uma visão desempanada, de como quem vê face a face, conhecendo como de todos é conhecido.

2 - Será uma vida permanente. As três graças sobrevindo ao choque e à mudança pela morte, são imperecíveis, e se expandirão para sempre na bem-aventuraça da glória. e a maior delas é o amor, pois é a soma de todas as virtudes (Moore).

2 - AMOR PRÁTICO (1 Coríntios, capítulo 10)

Neste capítulo Paulo discute com clareza várias dúvidas que, certamente, lhe foram propostas, com o desejo de solução, pelos cristãos corintienses.

Estas questões versavam se era lícito aos cristãos assistir, a convite de amigos gentios pagãos, nos seus templos, às suas festas, comendo das iguarias aí servidas; se era lícito aos cristãos adquirir no mercado público carnes que eram apenas sacrificadas aos ídolos pagãos pelos seus cultuadores; se visitando os lares dos pagãos, era lícito aos cristãos aceitar iguarias deles, sacrificadas também aos ídolos de seus cultos.

Como pode ser percebido, tratava-se do uso reto da liberdade cristã. Haviam cristãos que se ofendiam com quaisquer práticas pagãs, por mais inocentes ou neutras que fossem; outros, ao contrário, julgavam isto pura questão secundária, visto que os ídolos pagãos não existiam de fato e nem eram deuses. Estas duas correntes agitavam a Igreja. E Paulo, agora, dá os princípios básicos com que deviam todos orientar a sua liberdade cristã e a sua conduta perante os pagãos e seus costumes.

Na primeira parte do capítulo 10 (versículos de 1 a 22) Paulo insiste no perigo de cairem na apostasia, abusando da nova liberdade dos seus ricos dons e bênçãos dados por Deus, por isso que a ligação e a amizade com os pagãos e suas práticas tendiam a tentá-los a cair nos erros deles..

Assim, mostra como, embora ricos de dons e de bênçãos, os israelitas caíram, apostataram e foram condenados por Deus (10:1-13). Evidencia, a seguir, a necessidade de fugirem da idolatria pagã. Qualquer aliança com os pagãos era aplauso à crença deles, como a aliança dos cristãos na ceia implicava na aceitação destes na sua conduta religiosa (10:14-19). O que os pagãos sacrificam não é a ídolos, diz o apóstolo, mas a demônios, e os cristãos não podiam concordar com tão horrível condição de fé (10:20-22).

Chegando à segunda parte, capítulo 10:23-33, Paulo estabelece com nitidez os princípios que, mesmo na hipótese de serem secundárias e inocentes as relações com os pagãos nos seus mercados públicos, deviam orientar os cristãos.

Assim, o apóstolo dava golpes de morte às dúvidas dos cristãos e anulava as duas correntes de opinião suscitadas entre eles. Estes princípios são os mesmos para nós, hoje, e têm a mesma força, extensão e valor quanto tinham na época apostólica e nas circunstâncias de seus dias.

No próximo número veremos que princípios eram estes a que o apóstolo Paulo se referia com os cristãos de Corinto.
Texto de Assis Ferreira da Silva extraído do sie http://www.folhadoassis.xpg.com.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Como as coisas mudam...

Como as coisas mudam...
domingo, 22 de novembro de 2009
Já faz uns dias que percebi que ocorreram em mim mudanças teológicas profundas. Isso ocorreu devido o aprofundamento que fiz de estudos da pessoa e dos ditos de Jesus, minha perspectiva mudou profundamente em aspectos como: salvação, relação entre pecado e cultura, a diferença entre pecado e pecador, a centralidade do culto e da vida cristã. Então, como você pode notar, foram coisas muito essenciais da fé cristã que mudaram em mim. Por isso, agora pouco, apenas a título de curiosidade fiz o teste "Que teólogo sou", que já tinha feito muitas vezes antes, e o resultado foi surpreendente:
Anselmo de Cantuária, que já vinha fazendo presença considerável nos meus últimos 3 testes, agora assume o primeiro lugar com um índice de 100%, o curioso é que não concordo com a base de sua teologia, no mais, os outros três teólogos também estiveram presentes e sempre foram fortes influências, Santo Agostinho e Moltmann de modo consciente, já Schleimacher é o mesmo caso de Anselmo, nunca li nada de substancial que pudesse chegar ao ponto de influenciar meu pensamento, outra coisa que me espantou foi o meu afastamento dos reformadores(Lutero e Calvino), que sempre estiveram mais ali pro meio da lista, no entanto fico feliz que Charles Finney continue no fim da minha lista.

Esse novo teste que fiz me instigou agora a ler um pouco sobre Anselmo durante minhas férias e ver que influências subconscientes ele exerce em meu pensamento, porque não é possível que apenas um texto "Cur Deus Homo", que foi o único texto de Anselmo que li até hoje tenha me influenciado tanto assim, mas veremos, em breve cenas do próximo capítulo...
Extraído Blog do Lucas Ferreira de Paula
http://lucasferreiradepaula.blogspot.com

sábado, 27 de março de 2010

PAULO EM CORINTO

(PRIMEIRA PARTE)

O texto bíblico do FATO deste número se encontra em 1 Coríntios, capítulos 10 a 13, cujo versículo básicos é: "Mas agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, porém o maior destes é o amor (1 Coríntios 13:13)".

I - INTRODUÇÃO

Da cidade de Atenas, centro de cultura, seguiu o Apóstolo Paulo até Corinto, centro de comércio e de mundanidade. Aqui esteve o ilustre missionário e, num fecundo ministério de ano e meio, estabeleceu uma forte igreja evangélica. Contudo era a Capital da Província Proconsular da Acaia, situada no estreito e movimentado istmo de Corinto, ligando o Poliponéso à Grécia. Em Corinto haviam duas baías famosas, que dominavam todo o comércio do norte e do sul, recebendo por mar carregamentos ricos da Europa e da Ásia. Cerca de 400.000 almas eram a sua população, toda cosmopolita. Haviam judeus em bom número, expulsos de Roma pelo Imperador Cláudio.

A primeira carta aos Coríntios foi escrita à Igreja por volta dos anos 56-57 A. D., de Éfeso, tendo como objetivo principal dar resposta a vários problemas que os crentes de Corinto haviam submetido às decisões do apóstolo.

Para maior conhecimento dos assuntos versados por Paulo nesta epístola, damos abaixo um resumido esboço dessa carta, adotado pelo piedoso e erudito Dr. Robertson:

1 - A DIVISÃO DA IGREJA - do capítulo 1:10 e 4:21.

2 - AS PÉSSIMAS PRÁTICAS DOS MEMBROS DA IGREJA - capítulos 5 e 6.

3 - QUESTÕES RELATIVAS AO CASAMENTO - CAPÍTULO 7

4 - CARNES OFERECIDAS AOS ÍDOLOS - capítulos 8 a 10.

5 - ALGUNS ABUSOS NO CULTO PÚBLICO - capítulos 11 a 14, assim divididos:

a) - O toucado de homens e mulheres na Igreja - capítulo 11.1-16.

b) - O comportamento na ocasião da ceia do Senhor - capítulo 11.17-34.

c) O orgulho e a inveja em comparação com os dons brilhantes - capítulos 12 a 13.

d) Erros concernentes à ressurreição, corrigidos, e a doutrina da mesma explicada - capítulo 15.

e) Vários assuntos práticos e pessoais - capítulo 16.1-18.

f) Saudações e despedidas - capítulo 16.18-24.

II - O AMOR (1 CORÍNTIOS 13)

A - A vida sem amor é vazia- Qualquer conquista sem o amor é vã. Faz com que o cobiçado poder da oratória em muitas línguas, embora o que o conseguisse excedesse a todos na elevação do pensamento, na elegãncia do estilo e na eficiência da dicção não passsse de um ruído sem valor algum.

1 - Os dons sem amor não têm valia. Tornam inútil o mais alto poder interpretativo, a penetração enigmática, o conhecimento variado e até a fé que opera maravilhas.

2 - A beneficência sem o amor para nada aproveita. Em vão fará alguém o maior sacrifício a ponto de se despojar das suas riquezas pelos pobres e sofrer o martírio por um princípio, se for inspirado por um falso orgulho, por uma glória pessoal ou pela esperança mal dirigida, ao invés de pelo amor a Deus e aos homens.

B - A vida de amor resplende no espírito e no serviço

1 - Sua caridade é fundamental . Negativamente, inspira clemência para com as falhas de outrem e sofrimento paciente para com as ofensas deles. Positivamente, é plena de bem praticado aos outros.

2 - Seu contentamento é belo, pois não conhece nem a inveja nem o ciúme.

3 - Sua humildade compreende um quadro de virtudes gêmeas: não se gloria de si mesma e nada a pode impelir a isso; não é nunca descortês aos outros e não exige tudo a quem tem direito; domina o mau gênio e na sua benignidade faz todas as concessões possíveis; não se compraz com a tagarelice, mas regozija-se com a proclamação e progresso da verdade; vai ao encontro da dificuldade com paciência, da descrença com amável confiança, do desespero com a esperança, do desastre com a perseverança.

4 - Sua interminabilidade está em contraste palpitante com os dons e graças temporários, a saber: o poder e cumprimento de profecias, o dom de línguas e as verdadeiras formas de linguagem; e o próprio conhecimento que, aqui mesmo na terra, é substituído por outro ainda mais elevado e na eternidade pelo conhecimento mais sublimado possível.

(CONTINUA NO PRÓXIMO NÚMERO)

Texto de ASSIS FERREIRA DA SILvA extra;ido de http://www.folhadoassis.xpg.com.br

sexta-feira, 19 de março de 2010

Comentando as Parábolas de Jesus O Fermento na Massa


Mateus 13.33
33. Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.

Nesta parábola Jesus nos quer mostrar a força transformadora da Palavra de Deus na vida de todo aquele que crê. Basta um pouquinho de fermento para que o pão seja multiplicado.
Basta um simples gesto de amor, de atenção e de carinho acompanhado da mensagem de Deus para que o coração de uma criatura seja contaminada pelo poder do Criador.
A presença deste fermento é de fundamental importância para que a transformação possa ocorrer. Sem ele, nada pode acontecer.
Como o levedo não pode transformar a farinha na mesma hora em que nela é posto, assim também é o Reino dos Céus: o homem não se pode transformar, de simples e ignorante, em elevado e sábio de uma hora para outra.
As modificações ocorrem de maneira semelhante na vida daqueles que crêem. Uma vez misturado à farinha o fermento começará a agir e a provocar o crescimento da massa.
Com os que recebem a Palavra de Deus dá-se o mesmo. A sua vida se desestabiliza e muda de rumo e de sentido. Nada será como era antes. Uma nova luz se abre ao seu caminho e novas dimensões refazem o sentido de sua vida.
Antes do fermento da mensagem de Deus a vida era insossa, sem sentido, sem esperança, sem futuro, vazia, instintiva e animalizada. Uma vez fermentada um novo colorido alegra e ilumina o viver de cada criatura.
Os ingredientes que antes eram estáticos em si mesmos, uma vez misturados são dominados por uma energia transformadora que vem do alto.
É a força transformadora do Evangelho que irá transformar a vida de cada ser humano. Cada um daqueles que crêem deve se tornar também fermento a serviço do crescimento do Reino dos Céus. “Vós sois o sal da terra; vós sois a luz do mundo. Se o sal perde o seu sabor, para nada mais serve e pode ser jogado fora para ser pisado “ e se a luz não fornece a sua claridade o mundo continuará nas trevas. Devemos agir como este fermento que possui força transformadora que procede do Pai. Devemos anunciar a Boa Nova de Deus e dar os melhores exemplos, com atos positivos, para aumentar a fé em todas as pessoas que acolhem a Palavra de Deus.
Os fermentos da fé são o anúncio das verdades do evangelho, a vivência do amor fraterno, a prática da solidariedade e da misericórdia com todos aqueles que sofrem, o compromisso permanente com a verdade, com a justiça, com a paz em favor de nossos irmãos, a partilha e a comunhão do pão vivo descido do céu. Fazer ao próximo tudo aquilo que gostaria que ele nos fizesse.
Só quando agimos desta maneira é que Deus toca o coração dos homens para transformar suas vidas. Agindo assim seremos sal da terra, luz do mundo e fermento que transforma vidas.
Pesquisando na internet encontramos no site www.igrejasiao.com/portal/index o interessante estudo a seguir :
Mateus 13:33
Introdução
Jesus através da parábola do fermento nos ensina sobre o poder da contaminação. Assim como o fermento contamina a massa preparando-o para o bolo, assim o reino de Deus dentro de nós; ele nos contamina, nos transformando em novas “massas”, ou seja, novas criaturas.
A parábola
Jesus compara o reino de Deus como o fermento numa massa. Mateus 13.33. Ele começa dizendo que o reino de Deus é semelhante ao fermento que uma mulher escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado. Jesus não explica essa parábola, mesmo porque é muito simples o seu entendimento. Observe os ensinamentos que podemos extrair:
Lição.
O reino dos céus
O reino era algo muito almejado pelos judeus, pois a vida inteira eles estiveram sob o domínio de outros povos, e isso fez com que, aguardassem desde os primórdios de Moisés um reino temporal político e soberano. “Reino” na verdade significa domínio e poder, soberania. Mas, o reino o qual, Jesus veio implantar na terra, não era um reino como os judeus esperavam, ou seja, um reino físico, político e geográfico, mas um reino de natureza espiritual, que aconteceria dentro do coração das vidas, das pessoas. É preciso que observemos que, sem Jesus na vida, o homem é guiado e conduzido pelas suas vontades. O “eu” é o nosso soberano; o centro de tudo, mas depois que entendemos a vontade de Deus, o “eu” deixa de ser o “senhor” para dar lugar ao Senhor Jesus. O reino de Deus, portanto não acontece num pedaço de terra, não se trata de um espaço físico; se existe um lugar, podemos dizer que este lugar é o coração das pessoas. Na oração ensinada por Jesus, ele pede que oremos pedindo: “venha nós o teu reino” – Mateus 6:9-15. Mas, como acontece o reino de Deus? O fermento simboliza neste contexto o evangelho de Jesus, ou seja, a sua palavra. Por isso, assim como o fermento tem o poder de contaminar uma massa inteira e torná-la volumosa, assim o evangelho na vida de uma pessoa - tem o poder de contagiar toda a estrutura humana; transformá-la em uma natureza nova. Mas, como é isso na prática? Isso funciona assim: todo o nosso comportamento, nosso estilo de vida o nosso jeito de pensar, não mais obedecem ao instinto do nosso “eu” – mas, obedecem aquilo que os evangelhos nos ensinam. Nas bem-aventuranças – Mateus 5.1-48 e 6.1-34 é possível se ter uma idéia do padrão de vida ensinado por Jesus. Nesse sermão Jesus, nos ensina amar até mesmo os nossos inimigos, orar pelos que nos perseguem. E nos ensina a sermos pacificadores, e não sermos ansiosos, etc.
A medida certa!
Ninguém que se propõe a fazer um bolo o faz de qualquer jeito sem saber ao certo o tamanho do pão e do bolo. O padeiro já sabe a medida certa de farinha, o contrário ele pode estragar a massa. Todos que lidam com massa de pão e de bolo, sabem qual a medida exata de farinha e de fermento; não pode ser mais e nem menos, pois o objetivo pode não ser alcançado. Por isso as três medidas de farinha mencionados na parábola, podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Ingredientes
1)A primeira medida de farinha, é a nossa abertura para Jesus agir dentro de nós. Sem abertura, sem uma verdadeira entrega, não pode acontecer à levedura.
2)A segunda medida de farinha, é a nossa vida de oração. Aprenda a ter uma vida de intimidade com Deus. Se você não orar, você pode morrer espiritualmente. A oração sustenta a vida com Deus assim como o fermento sustenta a massa. Você pode orar em casa, no seu quarto; como pode orar com os demais irmãos na igreja, mas nunca deixe de orar. Orar é experiência com Deus e não um ato de devoção.
3)A terceira medida de farinha, é nossa dedicação ao estudo da Palavra de Deus. Não basta dizer sim a Deus, nem tão pouco orar, isso muitas pessoas fazem. As medidas de farinha só terão seus efeitos se a terceira medida for colocada na massa. Estudar a Palavra de Deus.
Importante
Você pode seguir o estudo do jeito que está aqui no programa. Mas fique a vontade para enfatizar aspectos que foram abordados. Por exemplo, quantas coisas podem ser exploradas nas “bem-aventuranças” ou nas medidas de farinha. Você pode enriquecer o estudo trazendo outros textos para explicar a importância da

sábado, 6 de março de 2010

Comentando as Parábolas de Jesus O Grão de Mostarda

Mateus 13.31,32

31. Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.
32. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.

Jesus nos ajuda a distinguir nesta parábola as verdadeiras dimensões das coisas e a sabedoria das escolhas inteligentes.
Neste mundo as pessoas se deixam levar pela grandeza e suntuosidade das coisas, dos fatos, dos acontecimentos, dos haveres.
A relevância está colocada no tamanho do espetáculo. Mais vale quem tem o maior carro, a mansão mais suntuoso, a aparência mais exuberante, os poderes sem limites. Mega show, mega fortuna, mega salário, mega sena.
Jesus contrapõe a esta mania das grandezas o valor aparentemente insignificante das pequeninas coisas; de uma semente de mostarda. É próprio das coisas do alto o apreço pelas coisas simples, pelos gestos misericordiosos, pela humildade, pelas pequeninas escolhas. Vim para que todos tenham vida, principalmente os pobres, os simples, pelos humildes, pelas criancinhas, pelos puros de coração, pelos misericordiosos, pelos pacificadores, pelos pobres de espírito porque estes são os filhos diletos do Pai. Vim para libertar os cativos, curar os doentes e proclamar o ano da graça de Deus.
Assim nos adverte para não nos deixarmos empolgar vaidosamente com as coisas exuberantes, com as honrarias dos homens, com os haveres da terra. É no extremo oposto que poderemos encontrar o dedo de Deus nos apontando para o infinito.
Ele nos convida a tomar a insignificante sementinha de mostarda e a semear em nosso campo, que é nosso coração e permanecer confiantes porque ela vai se tornar logo, logo, um arbusto grandioso e generoso onde os pássaros vão encontrar o seu abrigo.
Afeiçoar às coisas do alto, onde as traças não destroem e nem a ferrugem consome. Afeiçoar às pequeninas coisas, aos gestos simples e generosos, à solidariedade, à partilha, ao bem-querer, à mansidão e à ternura porque são estas as coisas que mais agradam a Deus.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O SENTIDO DA PÁSCOA

                
Os descendentes de Abraão, povo escolhido por Deus para ter uma vida conforme sua vontade e seus ensinamentos, festejavam a Páscoa, em comemoração de sua libertação do cativeiro do Egito.
O líder deste povo era sempre um ungido de Deus e havia também profetas orientando esta fé e os seus ensinamentos eram registrados em pergaminhos, formando, com as Tábuas da Lei, que Deus entregou a Moisés no Monte Sinai, um tesouro sagrado reunido na ARCA DA ALIANÇA, guardada e reverenciada em lugar especial no templo.
Deus, pelos profetas, anunciou a seu povo a vinda de um Salvador, esperado por longos tempos.
Os profetas indicaram a cidade, Belém, na qual deveria nascer o Messias e informavam ainda que deveria pertencer à descendência de Davi.
Cumprindo-se as Escrituras, Jesus veio ao mundo.
Este Jesus, o Filho de Deus vivo, percorreu todas as regiões da Palestina, constituiu discípulos, fez muitos milagres e fez milhares de seguidores. A estes Ele instruiu explicando as passagens mais difíceis das Escrituras, esclarecendo a vontade do Pai e entregando-se, ao término de sua missão, ao sacrifício, com morte na cruz, em remissão dos pecados de toda a humanidade.
Com seu precioso sangue derramado no calvário fez uma Nova Aliança.
A nova libertação conduzida por Jesus foi instituída na SANTA CEIA. Jesus escolheu um lugar e um momento para celebrar com seus discípulos este memorial de nossa fé. Foi no Cenáculo que Ele instituiu a EUCARISTIA, a nova páscoa, pedindo que isto fosse feito para celebrar a Sua memória.
    Quando celebramos a Páscoa, estamos cumprindo este pedido de Jesus. Estamos relembando sua vida, paixão e morte pela salvação da humanidade.